O idoso e sua posição como cliente e público-alvo

As empresas devem estar preparadas para atender este público: pouco se fala ou se faz em pesquisas sobre as necessidades e expectativas da terceira idade

Por: - 3 anos atrás

A parcela da população de mais de 60 anos está em franco crescimento. Estudo do IBGE afirma que até 2030 essa faixa da população será maior do que a de crianças até 14 anos. No entanto, nós como sociedade e empresas estamos preparados para atender essa demanda crescente?

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A discussão inicia para determinar quem faz parte do público idoso. Apesar de demograficamente serem considerados idosos todos aqueles com idade acima de 60 anos, os mesmos não se identificam com esta denominação. Em pesquisa realizada pela Telehelp no final de 2014 com mais de 500 pessoas na faixa etária acima de 60 anos, 53% dizem não se considerarem idosos e 65% acreditam que o idoso tem uma imagem negativa perante a sociedade.
 
Ser ?idoso? traz diversos estereótipos que são reproduzidos com frequência pelos meios de comunicação. Um estudo realizado pela Université de Montreal por Champagne e Frennet permitiu identificar 14 estereótipos como os mais frequentes relativos aos idosos, entre eles que pessoas da terceira idade não são sociáveis, não gostam de rir, são doentes que tomam muitas medicações, são pobres e muito insensíveis e inseguros.

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No entanto, isso não condiz com a realidade da população 60+. O que se nota na prática é muito diferente. Um exemplo disso é o número de pessoas nessa faixa etária que utilizam a internet, que dobrou nos últimos cinco anos: passaram de 5,7% para 12,6%, segundo indicadores do IBGE. No cenário econômico, os brasileiros com mais de 60 anos devem movimentar cerca de R$ 500 bilhões até o final de 2015. Esse consumo é 50% maior do que o registrado há cinco anos pelo mesmo público. São, no total, 23 milhões de pessoas, das quais seis milhões ainda estão no mercado de trabalho, com ou sem carteira assinada.

As empresas devem estar preparadas para atender este público: pouco se fala ou se faz em pesquisas sobre as necessidades e expectativas da terceira idade. Quando se comunicam com esse público, normalmente as agências de publicidade focam nos estereótipos que estão muito distantes do seu dia-a-dia.

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Como empresa especializada neste segmento, e por enxergar inúmeras barreiras que ainda devem ser quebradas, a Telehelp foca na sustentabilidade da segurança e autonomia dos idosos, oferecendo soluções para que eles possam continuar a levar uma vida rica e independente. Fazer marketing para essas pessoas é levar isso em consideração e colocá-los como protagonistas de suas decisões. Envelhecer é uma conquista. Quebrar estereótipos é essencial para que todos se sintam confortáveis em sua posição de envelhecer, pois todos chegarão nesta etapa da vida mantendo-se consumidores e clientes de inúmeras empresas.

* Juliana Barbiero é diretora geral da TeleHelp, empresa que oferece um serviço exclusivo que funciona através de um aparelho que, com um único toque, solicita ajuda no caso de uma emergência.

 

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