Hooked: Histórias feitas para usuários de Snapchat

Hooked: Histórias feitas para usuários de Snapchat

Por: Melissa Lulio 1.578 views

Conheça o Hooked, um aplicativo que tem como objetivo fazer com que a "geração Snapchat" se apaixone pela leitura de boas histórias

Quantos livros você lê por ano? De acordo com o estudo Retratos da Leitura, 54% das pessoas não leem literatura por vontade própria. Ao mesmo tempo, apenas 9% leem todos os dias e 74% não compraram livros nos últimos três meses. Além disso, de acordo com as informações referentes ao ano de 2015, 56% das pessoas já leram no smartphone, enquanto 18% leram no tablet ou no iPad. É fato, porém, que a famosa geração Z, que não sai do Snapchat, precisa de um incentivo à leitura. E por que não, então, desenvolver uma plataforma para essas pessoas? Antes que você pense em ser o primeiro a começar esse negócio, saiba: alguém já teve essa ideia. O resultado da idealização foi o aplicativo Hooked, que deu vida a uma nova forma de contar histórias.

Elaborado por Prerna Gupta e Parag Chordia, veteranos do mundo mobile, o app tem como objetivo tornar a leitura um vício para os mais jovens. É uma meta ousada, mas eles dão conta: o Hooked já está ganhando corações por aí – nós chegamos, inclusive, a testar o aplicativo.

Como funciona o Hooked?

O primeiro contato com o app foi em uma propaganda de Facebook. O formato é o seguinte: o aplicativo traz várias histórias em formato de diálogo. É como se você estivesse lendo uma conversa de Facebook. A cada toque na tela, uma nova mensagem aparece. As histórias são de suspense, dignas das histórias da série Black Mirror.

Uma das narrativas, por exemplo, é sobre um parque de diversões que, de repente, fica no escuro. Em seguida, palhaços começam a espirrar sprays com gás no rosto das pessoas. Isso as torna deformadas. A justificativa é: “queremos mostrar quem vocês realmente são, ao contrário do que mostram nas selfies” – uma clara crítica à futilidade e à felicidade plástica das redes sociais. Nesse caso, a história é contada em um diálogo entre duas amigas – uma delas está na roda-gigante, vendo tudo de cima. O mais inteligente, porém, é que depois de um determinado número de mensagens, você precisa ficar 30 minutos sem ler, ou pagar pela “assinatura”. Essa, é claro, é a forma de monetização encontrada pelo novo modelo de negócio.

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