A recessão econômica deixou os brasileiros mais conscientes?

A recessão econômica deixou os brasileiros mais conscientes?

Por: Raisa Covre 764 views

Estudo da Nielsen analisa o comportamento dos consumidores para entender quais suas prioridades de consumo. Confira o infográfico

Passado o período mais turbulento da economia, a confiança dos brasileiros na situação do País está estável – e levemente melhor que a percepção da América Latina como um todo. E isso impactou diretamente a sua forma de consumo. É o que aponta a Pesquisa Global da Nielsen sobre Confiança do Consumidor, que analisou o último trimestre de 2016. O resultado fica um ponto acima do último resultado, porém, segue abaixo da linha de otimismo do índice da empresa (100 pontos).

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De uma forma geral, o cenário levou os consumidores a enxergarem suas finanças com mais cautela, planejando melhor seus gastos e cortando excessos: 87% dos respondentes alegaram que mudaram seus gastos para economizar em despesas domésticas e 42% entende que este não é um momento tão bom para comprar coisas que querem ou necessitam. As perspectivas sobre o mercado de trabalho não são boas: para 47% as perspectivas de emprego não serão boas nos próximos 12 meses.

Mesmo assim, com a possibilidade de uma renda extra, os brasileiros já visualizam alguns gastos, como entretenimento fora do lar (38%) e roupas novas (28%).

“Os indicadores macroeconômicos continuam a melhorar no país, principalmente com o declínio da inflação e das taxas de juros.  Contudo, como o desemprego vai permanecer em um patamar alto em 2017, esperamos que o crescimento sustentável do mercado de consumo seja gradual”, analisa Luis Arjona, Managing Director da Nielsen Brasil.

Prioridades

Quando questionados sobre quais são as suas principais preocupações nos próximos seis meses, a economia (38%) e a saúde (23%) ocupam os dois primeiros lugares do ranking dos entrevistados, assim como foi no trimestre anterior. O aumento dos preços dos alimentos sai do terceiro lugar, dando espaço para o aumento nas contas domésticas (21%). A criminalidade e a estabilidade política também aparecem logo em seguida na lista.

Confira os principais resultados no infográfico:

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