Procon-SP realiza operação para verificar a qualidade dos açougues

Procon-SP realiza operação para verificar a qualidade dos açougues

Por: Melissa Lulio 321 views

Um dos principais pontos de irregularidade encontrado foi a ausência do selo SIF. Entenda o que significa esse mecanismo de segurança

Estamos muito habituados a ouvir sobre o cuidado que se deve ter com alimentos, prazos de validade, garantia de origem. Contudo, uma curiosidade sobre esse tema é que o termo “segurança alimentar” surgiu em um contexto de pós-guerra – depois da Primeira Grande Guerra, inclusive.

Para os países do globo, esse é um conceito que envolve até mesmo a questão de soberania, afinal, depois do trauma de anos de batalhas e perda de soberania, tornou-se claro que um país poderia dominar o outro controlando seu fornecimento de alimentos. Mais do que o direito à alimentação, portanto, temos o direito à segurança daquilo que nos é servido. Por isso, existem os mais diversos mecanismos de verificação e fiscalização da qualidade e da manutenção de produtos.

Um grande exemplo disso é o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF). Segundo o Procon-SP, todos os produtos de origem animal sob responsabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento devem ser registrados e aprovados pelo SIF. A intenção é garantir produtos com certificação sanitária e tecnológica para o consumidor brasileiro, respeitando as legislações nacionais e internacionais vigentes. Assim produtos de origem animal à venda, ainda que fracionados, devem ter o número SIF, bem como dados do fornecedor.

Recentemente, o Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, deu uma atenção especial a esse tema. A instituição realizou uma operação em mercados de carnes e supermercados da capital com o objetivo de verificar se os produtos comercializados possuíam informações obrigatórias. Além do SIF, avaliaram fatores como validade, identificação do fornecedor, etc. Foram encontradas irregularidades em 14 dos 17 estabelecimentos visitados.

A principal foi a falta da informação de SIF, identificada em oito deles. Em seis locais também foram constatados produtos com falta de identificação do fornecedor (nome do frigorífico e CNPJ) e venda de carne pré moída.

Cuidado com a carne moída!

Nem todo mundo sabe mas, segundo o Decreto Estadual 45.248/00, a carne deve ser moída no ato da venda e na presença do consumidor. Isso garante a procedência das peças processadas, a entrega do tipo de carne escolhido, evitando a mistura de carnes de qualidade inferior ou adição de componentes impróprios para consumo.

A venda fora destas condições só é permitida se o processo de moagem for industrial e devidamente vistoriado por órgãos competentes. As embalagens devem trazer o selo de inspeção do Ministério da Agricultura – que também vale para hambúrgueres, quibes, almôndegas e empanados.

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