7 dicas para lidar com a nova regra do rotativo do cartão de crédito

7 dicas para lidar com a nova regra do rotativo do cartão de crédito

Por: Melissa Lulio 858 views

As regras do rotativo do cartão de crédito mudaram. Como reagir diante disso? Confira as dicas do especialista Reinaldo Domingos

As regras relacionadas ao rotativo do cartão de crédito mudaram – falamos sobre isso há algumas semanas. Antes, o consumidor deveria fazer o pagamento mínimo  – correspondente a 15% do valor da fatura – até o vencimento. Com isso, ele não ficaria inadimplente. O restante da dívida, acrescido de juros, era cobrado no mês seguinte. Novamente, o consumidor poderia fazer o pagamento mínimo. E assim seguiria, mês a mês, gerando a famosa “bola de neve” do rotativo do cartão.

Agora, porém, o consumidor só pode fazer o pagamento mínimo por um mês. Depois disso, o banco ou a instituição financeira é obrigada a oferecer uma linha de crédito para que parcele o saldo devedor. Dessa forma, seriam cobrados juros menores do que os do rotativo, gerando uma dívida total menor.

Contudo, para o especialista e presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, as mudanças no uso rotativo do cartão de crédito, por si só, dificilmente diminuirão a inadimplência. “Por mais que o valor total da dívida seja diminuído, as parcelas mensais acabarão sendo iguais ou até mesmo maiores que o valor mínimo da fatura. Ou seja, no orçamento mensal do consumidor, a diferença será quase nula”, diz.

Para o educador financeiro, a saída para o problema está menos em acompanhar as taxas e muito mais em se educar financeiramente. “Quem chegou ao ponto de não conseguir pagar as parcelas mensais precisa fazer, imediatamente, um diagnóstico financeiro para rever sua situação e combater a verdadeira causa do problema”, diz.

 

Assim, ele dá sete sugestões para que o consumidor saiba lidar com essa questão. Confira.

1- Com a mudança, por mais que o valor total da dívida seja diminuído, as parcelas mensais acabarão sendo iguais ou até mesmo maiores do que o valor mínimo da fatura. Ou seja, no orçamento mensal, a diferença será quase nula. Portanto, caso perca o controle financeiro e não consiga pagar a fatura total do cartão no vencimento, é preciso fazer, imediatamente, um diagnóstico financeiro e descobrir a verdadeira causa do problema;

2- Buscar uma linha de crédito com taxas de juros menores é válido, contudo trocar uma dívida pela outra não é a solução. É preciso ter responsabilidade na hora de consumir, portanto sempre se pergunte se realmente precisa do item, se tem dinheiro para comprar e se tem como pagar a fatura total do cartão no vencimento;

3- Se tiver apenas um ganho mensal, deverá ter apenas um cartão de crédito; caso ganhe semanalmente, poderá ter até três cartões, para os dias 10, 20 e 30. Com isso, poderá comprar seis dias antes do vencimento de cada um deles, ganhando 36 dias para pagamento;

4- O limite do cartão de crédito não deve ultrapassar 50% do salário ou ganho mensal, o que evitará gastar mais do que se recebe. É importante que a soma das dívidas não ultrapasse 30% do salário ou ganho mensal, justamente para evitar o descontrole financeiro;

5- Ao fazer parcelas fixas, é preciso ter consciência que está comprometendo o orçamento mensal dos próximos meses, portanto é imprescindível controlar os gastos;

6- Evite o pagamento de anuidade do cartão. Hoje, é possível encontrar cartões que não cobram nenhuma taxa de manutenção. Também nunca empreste o cartão de crédito à outra pessoa, mesmo que seja conhecida;

7- Uma forma educada financeiramente de utilizar o cartão de crédito é saber aproveitar os benefícios que ele pode oferecer, como prêmios ou milhagens.

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