Será que você é capaz de reconhecer o cheiro de uma empresa?

Será que você é capaz de reconhecer o cheiro de uma empresa?

Por: Melissa Lulio 546 views

Cheiros são uma ótima forma de ativar a memória. Não por acaso, existem empresas que usam esse recurso para atrair o consumidor. Entenda

Existem cheiros que são característicos, que fazem lembrar coisas boas – ou outros que fazem lembrar coisas ruins. O fato é que o olfato é uma ótima ferramenta para despertar a mente, acordar a memória: o cérebro humano guarda inúmeras lembranças que podem ser ativadas apenas com o aroma. Algumas marcas já entenderam isso. Le Lis Blanc Home, NoAr, Open House e AromaCo usam esse recurso, conhecido como memória olfativa, para atrair e fidelizar clientes.

Muitas empresas desenvolvem fragrâncias próprias com um único objetivo: fazer com que os consumidores associem o cheiro à loja. Este método faz com que o cliente não queira apenas consumir o produto, mas também a experiência de estar naquele local, porque ele se sente confortável. Esse é um método que amplia a experiência do cliente.

Nesse sentido, Daniela Zanardo, CEO da Trend | 247, empresa focada em comportamento e tendências do consumidor, explica que quanto maior a estimulação dos sentidos no processo de experimentação dos produtos, maior será a resposta de compra do consumidor. “Nós somos condicionados por sensações e lembranças que partem dos nossos sentidos. Utilizar da memória olfativa para fixação da marca é um bom caminho para a fidelização do cliente. Da mesma forma que escolhemos perfumes que combinam com diferentes ocasiões de acordo com a nossa personalidade, uma marca também pode fazer isso, para despertar no cliente a vontade de voltar e também tornar a experiência da compra agradável”, comenta.

Contudo, não basta apenas escolher um cheiro: uma boa combinação de aromas pode atrair a atenção dos clientes, aumentando o tempo de permanência na loja. Daniela analisa que deve existir muita atenção e conhecimento do público alvo para não errar na aromatização do ambiente, causando efeitos negativos no consumidor.

“O desenvolvimento da fragrância requer não só estudo dos materiais, mas sim de público. Não adianta desenvolver uma fragrância extremamente cítrica e doce, que se encaixaria em uma loja feminina adolescente e aplicá-la num spa que recebe clientes com uma faixa etária diferente, por exemplo. Por isso precisa ter cautela, porque se a memória olfativa causar um sentimento negativo no cliente, ele se lembrará para sempre disso”, conclui.  

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