Poupança é a principal opção de reserva de dinheiro para os brasileiros

Poupança é a principal opção de reserva de dinheiro para os brasileiros

Por: Raisa Covre 18 views

Entre os brasileiros que conseguem poupar dinheiro, mais de 60% optam pela caderneta. Proteção contra imprevistos é o principal motivo para investir

A poupança não é um personagem muito ativo na história atual da vida dos brasileiros. Segundo pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), apenas 19% dos consumidores brasileiros conseguem reservar dinheiro habitualmente. Entre os indivíduos que conseguem manter as finanças em dia, 64% escolhem a caderneta de poupança.

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Em segundo lugar, 20% dos entrevistados decidem manter o dinheiro guardado na própria casa enquanto as outras opções aparecem com menos participação: fundos de investimento (10%); Previdência Privada (7%); CDB (6%); e Tesouro Direto (4%).

Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, explica que a escolha da modalidade deve sempre levar em conta o propósito da reserva. “Se o objetivo é de longo prazo, o poupador deve buscar o melhor rendimento. Essa busca implica, muitas vezes, disciplina e um esforço de pesquisa dos melhores tipos de investimentos existentes, mas pode levar a escolhas melhores”, pontua.

Se o objetivo é constituir uma reserva contra imprevistos, é mais conveniente e até mais seguro optar por um investimento com maior liquidez (que apresente facilidade de saque), como a poupança e os CDBs sem carência, por exemplo.

Motivações

A pesquisa aponta que a maior parte (37%) dos brasileiros se diz motivada a poupar por imprevistos como doenças, mortes e problemas diversos. Há também 31% que falam em garantir um futuro melhor para a família e 22% que pretendem reformar ou quitar um imóvel. A preocupação com a aposentadoria não é algo que se destaca, citada somente por 14% dos que pouparam.

“Há uma priorização da realização dos planos de consumo na comparação com o preparo para a aposentadoria, mas não se deve negligenciar esse último objetivo: a boa prática financeira recomenda que se faça uma reserva para imprevistos, incluindo aí a contingência do desemprego, para a realização de sonho de consumo e outra para o longo prazo, para a aposentadoria”, analisa Marcela.

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