Como iremos namorar no futuro?

“As normas que definem o que é permitido e justo mudam o tempo todo e o mesmo acontece para o jeito que nós ganhamos o coração do outro”

Por: - 1 ano atrás

A busca por parceiros românticos ou sexuais sempre fez parte da existência humana. Inúmeros livros, filmes, peças e músicas já foram escritos sobre as dificuldades de encontrar um amor, quão maravilhoso é quando ele acontece e a tragédia de não conquistar o seu amor.

No entanto, a maneira de encontrar aquela pessoa especial mudou ao longo dos anos e também mudou o que acontece quando há sucesso. É o caso de: casamento e fidelidade eterna, ou só uma boa transa aqui e agora? As normas que definem o que é permitido e justo mudam o tempo todo e o mesmo acontece para o jeito que nós mostramos nosso interesse e ganhamos o coração do outro.

A época em que se escrevia românticas cartas à mão em papéis perfumados há muito já se foi, bem como a prática de serenatas debaixo das sacadas, que já está fora de moda, eu acho. Nós desenvolvemos novos meios de comunicação e isso se reflete na nossa “caça” por amor. Hoje, o namoro via internet e mobile se tornou comum. E quais novos modos de namoro o futuro pode oferecer?

Softwares de reconhecimento facial melhoram sempre e, junto com a realidade aumentada, como, por exemplo, óculos inteligentes, logo será possível identificar estranhos que você conhecer na rua ou em eventos sociais. Informações sobre seus interesses poderão ser usadas para quebrar o gelo: “Olhando para você posso dizer que você é de capricórnio/um enólogo/fã de Star Wars”.

Talvez a identidade da pessoa possa estar ligada a críticas de ex-companheiros, para que você possa saber se ele/ela vale a pena. Nesse caso, como em qualquer outro tipo de crítica, você tem que ser cuidadoso com críticas falsas que elogiam demais o produto.

Mesmo agora, já temos softwares que são melhores do que pessoas no julgamento do humor de outras pessoas, ou mesmo em dizer se mente ou falam a verdade. Isso pode ajudar no tão difícil primeiro encontro no qual ambos tentam se vender e ganhar o outro com elogios mais ou menos sinceros. Por outro lado, um encontro também pode se tornar esquisito se você tiver que ficar checando o que o software diz – especialmente se o par sabe disso – portanto pode ser melhor concordar com um encontro livre de tecnologias. Então você poderá viver um pouco um sonho romântico, e evitar as feias verdades sobre mentiras e impulsos superficiais.

Os vestíveis são tendência – e esses dispositivos podem dizer muito sobre a saúde dos usuários. Nos encontros, eles também poderão dizer algo sobre a saúde do possível par, se ele permitir. Uma gota de sangue, por exemplo, pode dizer se seu par sofre de doenças infecciosas ou mesmo se vocês são compatíveis geneticamente, caso você queira ter filhos. Também pode ser revelado que vocês são parentes mais próximos do que imaginaram. Quem sabe, talvez a filha do vizinho é realmente sua meia-irmã? Pode ser bom saber disso antes de ficar estranho.

A realidade virtual também abre novas possibilidades. Por que se encontrar e fazer sexo com uma pessoa real quando é muito mais fácil fazer isso com um parceiro virtual perfeito? Seria excêntrico se a possibilidade fosse de que o parceiro realmente pode ser uma pessoa real. Você pode fazer amor com um programa, mas também pode ser outro humano que talvez se assemelhe a seu avatar perfeito, se eles forem sequer do mesmo sexo. Quem sabe, pode ser até que você descubra que trai o seu cônjuge com o avatar dele virtualmente?

Peter Kronstrom é head do CIFS
Crédito da foto: página do Facebook de Iron Man