"Quero ser um grande millennial"

“Quero ser um grande millennial”

Por: Ivan Ventura 2.715 views

Executivos da Whirlpool, KPMG e PepsiCo falaram sobre a relação dos millennials com as empresas. Entre outras coisas, essa geração tem sede de poder

Após a apresentação solo de Amelie Karam, a especialista em millennials e três altos executivos de grandes companhias multinacionais discutiram o comportamento e a força dessa geração, seja sob a ótica do consumidor ou mesmo como o funcionário da companhia. Esse foi o mote do debate “Millennials sem segredos: uma millenial conta como engajar, conquistar e mudar o mundo com essa nova geração”, no CONAREC.

Logo no início do debate, a primeira surpresa. Grandes empresas já foram “invadidas” por millennials – o que derruba a tese que eles ocupam startups. Sócio da KPMG no Brasil e mediador do encontro, Marcelo de Lucca afirma que o longeva e tradicional Citibank já possui 43% dos seus funcionários inseridos nessa geração. “Na KPMG, eles representam 83% do total de pessoas. Eles já estão dentro das nossas empresas”, afirma.

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Lucca, então, procurou entender a rotina dos millennials na companhia e qual a real participação dessa geração no negócio. Andrea Napolitano, general manager LAB Brasil da PepsiCo, também afirmou que o índice dessa geração é alto na companhia, muito embora não soubesse precisar o percentual dentro do universo de colabores. “Estou segura que é superior aos 60%”, resumiu.

A mesma pergunta foi feita a Paulo Miri, presidente Home Appliances Brasil da Whirlpool. “Eu chequei na empresa antes de vir para este painel (risos). Temos 80% de millennials na companhia e tenho outro dado para vocês: 80% dos nossos diretores também são dessa geração”, garante Miri.

Sede de poder

Em outras palavras, os painelistas afirmaram que a geração que parecia ocupar apenas a base da pirâmide tem sede de poder. Eles querem ocupar os mais altos cargos das maiores empresas do mundo. No entanto, eles ainda precisam percorrer uma longa jornada – algo que a próprio Amelie concordou.

Bajulação

Por outro lado, é preciso bajular um pouco os Millennials, que não abrem mão de melhores condições de vida e trabalho. “Na Pepsico, já oferecemos uma série de novos benefícios para os millennials. Oferecemos horários mais flexíveis, home office, entre outros benefícios diferenciados. Além disso, empoderamos os millennials com o nosso projeto ‘drinkinfinity’. Essa é a nova visão de cocriação com um grupo que trabalha na inovação do produto”, explica Andrea.

Na Whirlpool, existe um trabalho similar de cocriação com os millennials. Miri citou o exemplo das cápsulas de refrigerantes, uma ideia de uma trainee – na época com apenas 20 anos. “Devemos ouvir e apostar nas ideias dos mais jovens. Não podemos usar como limitador a idade, mas apenas se a ideia é viável sob a ótica do negócio”, explica.

Os painelistas ainda passearam sobre temas como engajamento e causas, todos eles diretamente associados aos clientes. Isso tem transformado a visão de negócios das empresas, que passaram a considerar fatores como sustentabilidade e a qualidade do produto. Por outro lado, há uma certa ansiedade de crescimento dessa geração – o que é natural na opinião dos executivos. Amelie comemorou com as ações das empresas e afirmou que esse é o caminho.

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