Uber lança cartão de crédito para estancar a crise de imagem

Uber lança cartão de crédito para estancar a crise

Por: André Jankavski 4.515 views

Aplicativo de corridas entra no lucrativo mercado de cartões de crédito para deixar os problemas para trás. Ao mesmo tempo, no entanto, o Uber perde passageiros para a concorrência

Após dois meses no cargo de presidente da Uber, o executivo Dara Khosrowshahi lançou o primeiro produto de sua gestão. Trata-se de um cartão de crédito de crédito sem anuidade e com a bandeira Visa. O produto foi criado em parceria com o banco britânico Barclays e terá a sua estreia nos Estados Unidos.

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Entre os benefícios, se destaca a forma de acumular pontos. Alguns tipos de compras vão valer mais do que os outros. Em restaurantes, bares ou serviços de entrega de comida, como a UberEats, o retorno em pontos equivale a 4% da compra.

Passagens aéreas, hotéis ou serviços como o Airbnb resultam em 3% e corridas com a Uber e serviços de streaming de músicas, como Deezer e Spotify, devolvem 2% do valor total. Já outras despesas retornam 1% da compra.

Para quem não pagar as contas em dia, as taxas anuais do cartão de crédito da Uber ficarão entre 15,99% e 24,74%, dependendo do histórico do cliente. Muito diferente dos juros praticados pelos bancos brasileiros, que ultrapassam facilmente os 500% ao ano.

A saída para a crise?

O lançamento do cartão de crédito evidencia uma estratégia da Uber de deixar suas últimas crises de reputação para trás, além de ampliar novos mercados. Com o cartão, a expectativa é impactar diretamente nas vendas de seu aplicativo de entrega de refeições, o UberEats.

De acordo com o jornal britânico Financial Times, a UberEats já alcançou um faturamento de US$ 3 bilhões nos últimos doze meses. O valor representa cerca de 10% da receita total da Uber.

Apesar dessa tentativa de deixar a crise para trás, o serviço de transporte da Uber ainda sofre com os problemas recentes. Acusações de assédio sexual na empresa, além da discussão pública envolvendo o ex-CEO e fundador Travis Kalanick e um motorista do aplicativo, impactaram a participação de mercado da Uber nos Estados Unidos.

Pela primeira vez, a empresa perdeu marketshare. Segundo a empresa de tecnologia Certify, a queda foi de 1%: de 55% para 54%. Pode parecer pouco, mas foi a primeira diminuição de passageiros desde a fundação. O Lyft, seu concorrente direto e que vem recebendo aportes milionários, cresceu de 8% para 11%.

Logo, a missão do novo CEO Khosrowshahi está apenas começando.

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