O casamento entre arte e tecnologia: conheça a Lilo.Zone

O casamento entre arte e tecnologia

Por: Raisa Covre 2.228 views

A Consumidor Moderno entrevistou Lina Lopes, uma empreendedora brasileira que traz uma visão diferente de arte, tecnologia e inovação. Confira

Teatro, cinema, biologia, tecnologia, filosofia. A amazonense Lina Lopes percorre todas essas áreas de conhecimento com facilidade. Idealizadora e diretora criativa da Lilo.Zone, um ateliê compartilhado de arte para uso criativo da tecnologia, ela implantou dois chips em si – para fazer testes e desenvolver seus próprios projetos. Adepta à cultura maker, segue seu próprio caminho de experimentação e tem se aventurado até pelo biohacking.

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Para compreender a sua visão de mundo, conversamos com ela sobre sua história e projetos. Confira:

Formação – uma visão uniforme

Lina Lopes: Eu fiz escola técnica em eletrônica, mas desde cedo me envolvi com teatro e dança. Aos 14 anos, como eu era boa em matemática, minha mãe me colocou para aprender lógica de programação e banco de dados. Meu diploma mesmo é na área de cinema. Mas, na real, não existe diferença entre dirigir atores, escrever uma peça ou um script de programação. Estamos falando de linguagem.

Trajetória artística

LL: O cinema e o teatro possibilitaram com que eu trabalhasse com ferramentas de videomapping e pixel map.Fui diretora técnica da fachada da FIESP durante um ano nos festivais interativos. Como artista, as minhas propostas sempre acabam usando mais suportes tecnológicos,como instalações imersivas, que proporcionam experiências.

O ateliê

LL: Planejar as instalações artísticas é sempre um desafio técnico e intelectual. No Lilo.Zone, nossa questão é como conseguir fazer um uso criativo de tecnologia. Para mim, um cliente não é um cliente, mas sim um empreendedor. Vamos fazer o projeto acontecer juntos e vai ser uma experiência única. Tomie Ohtake, Audacity, Google são empresas com as quais costumo trabalhar.

Biohacking

LL: As pessoas entendem tecnologia como objeto técnico e eu entendo como conhecimento científico aplicado. No ateliê a gente tem essa visão. Quando comecei a fazer objetos vestíveis e protótipos, criei tintas condutivas para tatuagens temporárias. Na época, tive contato com laboratórios de química e biologia e começamos a prototipar novos materiais. Hoje em dia, fazemos alterações genéticas em bactérias.E, neste momento, estou produzindo couro vegano a partir de fungos e bactérias.

 

Fungos e grafeno crescendo juntos <3 @cecil_silvacc @camila 2 semanas e muito amor! #biohacking #graphene #wearables

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