Um voto de confiança no poder da tecnologia digital

Um voto de confiança no poder da tecnologia digital

Por: Jacques Meir 7.194 views

O Web Summit tem início em Lisboa com uma mensagem de Stephen Hawking. Milhares de pessoas estão mobilizadas para mostrar as possibilidades da era digital

Imagine um evento com dezenas de conteúdos simultâneos das 9h da manhã até a madrugada. Imagine um evento que reúne milhares de pessoas de quase uma centena de países diferentes. Agora imagine um extraordinário conjunto de palestrantes de empresas de segmentos tão diversos que alguns deles ainda estão sendo identificados. Pense em um número superior a mil palestrantes. Coloque todos esses ingredientes em um espaço monumental, em uma cidade expansiva e agradável como Lisboa, e você tem o Web Summit.

Desde 2010, esse evento vem conquistando a Europa e o mundo ditando tendências e atraindo multidões no mês de novembro. Pela primeira vez, a Consumidor Moderno está presente e vai trazer para você o melhor desse evento notável.

O Web Summit foi criado por Paddy Cosgrave, Daire Hickey e David Kelly e, em pouco mais de cinco anos, tornou-se um dos maiores eventos de tecnologia, inovação e empreendedorismo do mundo. Em menos de seis anos, a organização passou de uma equipe de apenas três pessoas para uma empresa com mais de 150 colaboradores. A ideia central foi conectar a comunidade de tecnologia com executivos de negócios e profissionais da economia criativa para influenciar a política, a sociedade e a economia positivamente.

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Este ano, o programa traz um conteúdo especialmente diversificado, com dezenas de salas abordando temas que abrangem o quanto a tecnologia, o universo digital e a economia criativa vêm mudando a face dos negócios. Auto Tech/TalkRobot, Binate.io, Content Makers, Criatiff, Future Societies, HealthConf, Music Notes, PandaConf, Planet: Tech e SportsTrade são alguns dos nomes das 25 diferentes verticais de conteúdo. Além disso, o evento traz dezenas de mentorias, workshops, pitches, startups e networking intensivo.

 

Crédito: Jacques Meir

Nos próximos dias, iremos acompanhar os melhores momentos, insights, ideias e provocações deste evento para trazer a você o que pode mudar – e condicionar mudanças – nos negócios nos próximos meses.

O evento terá a participação de 60 mil pessoas e uma quantidade considerável de inovações – Realidades Virtual e Aumentada, Inteligência Artificial e suas aplicações, as correlações e combinações de diversas plataformas tecnológicas, bem como especulações e novas concepções. E tudo isso será mostrado nos quatro dias do evento.

Abertura

A grande surpresa do início do evento foi uma mensagem de Stephen Hawking, o maior físico da atualidade, alertando sobre os riscos e possibilidades da Inteligência Artificial. Sua mensagem foi densa e expressiva. Os caminhos estão abertos, mas até que ponto saberemos controlar a evolução da IA? “Nós não podemos prever o que vamos alcançar quando nossas mentes forem potencializadas pela IA. Talvez, com as ferramentas da nova revolução tecnológica, possamos reverter todo o estrago causado ao mundo na última revolução – a industrial. Vamos focar em finalmente erradicar as doenças e a pobreza. Todo aspecto das nossas vidas será transformado. Eu sou otimista e eu acredito que podemos criar a Inteligência Artificial para o bem do mundo. Acredito que ela pode trabalhar em harmonia conosco. Nós simplesmente precisamos estar atentos aos perigos, precisamos identificá-los, empregar as melhores práticas possíveis e nos preparar para as consequências com antecedência”, disse.

 

Na sequência, Kara Swisher, editora executiva da Recode, conversou com Margrethe Vestager, comissária para Assuntos Competitivos da Europa, que está à frente dos processos que julgam o grau de monopólio e práticas anti-competitivas do Google. Durante a conversa, falam sobre o impacto da digitalização sobre o mercado e a responsabilidade das empresas. Margrethe é especialmente crítica com relação às práticas de elisão e subterfúgios fiscais – empresas que recolhem impostos em países especialmente escolhidos justamente para ganhar vantagens competitivas e talvez indevidas em comparação com outros concorrentes. Ela ressalta que pensar em formas justas de taxação é um dos grandes desafios dos governos atualmente.

 

Acompanhe pela Consumidor Moderno essa viagem pelo que pode inspirar e inquietar você, sua carreira, sua empresa, sua visão daqui em diante.

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