Sonho de consumo: como criar um vídeo que seja viral?

Sonho de consumo: como criar um vídeo que seja viral?

Por: Jacques Meir 998 views

O que podemos aprender com as melhores práticas atuais em produção de conteúdo em vídeo? Este painel do Web Summit trouxe muitas dicas. Confira

 

Mais de 60 bilhões de mensagens são compartilhadas em plataformas digitais diariamente. Uma competição agressiva e sangrenta para alcançar e engajar as mais diversas audiências. O que podemos aprender com cases reais de sucesso que conquistaram milhões de visualizações nas mais diversas plataformas?

Essa questão foi o tema central do painel “Como os vídeos se tornam virais: estudos de caso”, que contou com a participação de Uyen Tieu, CEO da Great Big Story; Brendan Kane, Business Influencer da Seakers; Malena Cutuli, head global de Comunicação de Marca da Shell e Shalina Sharma, diretora de Desenvolvimento e Produção de Vídeos da Fast Company. Todos são responsáveis pela produção de conteúdo para plataformas digitais e levaram ensinamentos importantes para entendermos a paisagem da produção digital e seus desdobramentos e possibilidades.

Shalina iniciou o debate questionando qual o espaço para a intuição no contexto do Analytics. Uyen procurou mostrar que a intuição é uma resposta criativa e de estilo para necessidades apontadas na análise de dados. Seus vídeos para Haplet, cheios de cor e movimento foram bons exemplos. Brendan Kane, por sua vez, foi o responsável por vídeos de grandes cantores, como Taylor Swift.

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Ele diz que o desafio é sempre convencer massas de que o conteúdo em vídeo é relevante e que vale ser compartilhado. Ele está interessado em criar marcas de alcance global, sejam empresas, pessoas ou celebridades. E o conteúdo sempre funciona como experimentos sociais. Ele chegou a testar mais de 5 mil variações de um conteúdo por 30 dias para ter certeza de qual seria realmente viral. Com o vídeo escolhido, Brendan registrou 1 milhão de fãs em menos de 30 dias para uma marca.

Malena, da Shell, mostrou o case #makethefuture, no qual a marca procurou engajar Millennials para a importância de facilitar o acesso de milhões de pessoas carentes à energia. O vídeo foi visto mais de 800 milhões de vezes em mais de 90 países. A ideia da Shell foi captar milhares de ideias de startups capazes de acelerar projetos de uso de energia e influenciadores e embaixadores da marca foram impactados e viram sentido e significado em replicar essa mensagem. Foi uma chamada à atenção global, em prol de uma missão importante para o mundo.

Acompanhe a cobertura do Web Summit!

Para Brendan, pensar em celebridades é um recurso, mas está longe de ser o único. “Precisamos pensar de modo estratégico, em criar histórias fortes, que motivem as pessoas a seguirem a marca, a causa – e isso pressupõe fazer o melhor vídeo possível”. Uyen diz que esse pensamento estratégico demanda disciplina, foco, vontade de aprender com erros, para fazer conteúdos melhores. “Ser sistemático é imprescindível”.

Não se trata apenas de atingir a audiência esperada, mas de levar conteúdo relevante, útil para todos. Autenticidade da mensagem, princípios claros devem ser a base do storytelling, com base em testes, aprendizado e a busca da emoção capaz de permitir a viralização do conteúdo de forma orgulhosa e imprescindível.

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