Resolução de ano novo: os brasileiros querem juntar dinheiro em 2018

Estudo desenvolvido pelo SPC Brasil e pela CNDL identificou as principais metas financeiras dos brasileiros para 2018 e o que eles farão para atingi-las

Por: - 7 meses atrás

Todo ano começa da mesma forma: com as boas e velhas resoluções de ano novo. E seja quais forem elas, o grande desafio daqueles que as determinam é conseguir manter o foco nos objetivos ao longo do ano. No início de 2018, os brasileiros têm razões para acreditar que, neste ano, será possível realizar alguns objetivos ligados à vida financeira – especialmente aqueles que envolvem a intenção de economizar.

No fim de 2017, os consumidores já sentiram que poderiam respirar melhor: o auge da recessão mais grave enfrentada pelo país deu sinais de que havia ficado para trás. Contudo, isso não quer dizer que o ano será de bonança: ainda é preciso ter cautela.

Para enxergar esse cenário com profundidade, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) pesquisaram quais são as expectativas e projetos dos brasileiros para 2018 e descobriram que as principais metas financeiras para este ano são juntar dinheiro (45%) e sair do vermelho (27%).

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Para superar os problemas decorrentes da crise econômica em 2018 e atingir tais objetivos, a maior parte dos entrevistados deve evitar o uso do cartão de crédito (26%), organizar as contas da casa (25%) e aumentar a renda fazendo trabalhos extras (22%). Além disso, o estudo confirma que o brasileiro está otimista. Mais da metade dos entrevistados (54%) têm expectativas positivas em relação ao cenário econômico de 2018, enquanto 58% acreditam que a própria vida financeira também será melhor.

Persistência

Neste ano, apesar dos problemas econômicos do país, os brasileiros não desejam mudar muitos comportamentos. Um exemplo disso é que 38% não gostariam de abrir mão de fazer uma reserva financeira, 29% não querem abrir mão dos planos de celular e internet e 23% do plano de saúde. Segundo os entrevistados, os principais fatores que podem influenciar o aumento do próprio consumo em 2018 são o preço dos produtos (47%), as promoções (40%) e a melhora na economia (32%).

O levantamento do SPC Brasil mostra ainda que em 2018, pensando na vida financeira, 44% pretendem fazer alguma reserva, 14% querem financiar uma casa própria e 12% pretendem financiar um automóvel.

Temores

Apesar da perspectiva positiva, ainda existem alguns medos que os brasileiros têm enfrentado. De acordo com a pesquisa do SPC Brasil e da CNDL, entre os principais temores para 2018 estão possíveis problemas de saúde (40%), ser vítima de violência ou assalto (32%) e não conseguir pagar as dívidas (31%).

“De um lado, há o cenário de incerteza em relação a eleição presidencial que se aproxima, com alto grau de imprevisibilidade e que também afeta a percepção do mercado; do outro, há a lentidão do país para superar os obstáculos que impedem a retomada da atividade econômica, situação agravada pelos níveis de desemprego ainda elevados”, avalia o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro. “Fica a impressão de que a qualquer momento é possível ter de enfrentar uma demissão, por exemplo. Isso só vai mudar a médio prazo, à medida que as pessoas forem sentindo a melhora dos indicadores econômicos no dia a dia”

Metodologia

O SPC Brasil entrevistou 682 pessoas, entre 27 de novembro e 07 de dezembro de 2017, de ambos os sexos e acima de 18 anos, de todas as classes sociais em todas as regiões brasileiras. A margem de erro é de 3,8 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%.