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O que muda para as marcas com os novos algoritmos do Facebook?

O que muda para as marcas com os novos algoritmos do Facebook?

No terceiro trimestre de 2017, o investimento das empresas cresceu em redes como Facebook e Instagram. Isso vai continuar?
Legenda da foto

No início de janeiro, Mark Zuckerberg anunciou mais mudanças no Facebook. Em meio a críticas a respeito da pouca efetividade na luta contra as notícias falsas, o fundador da rede social disse que os algoritmos do Facebook passarão a privilegiar postagens de amigos e familiares. Tudo para aumentar uma maior interação na rede.

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O fato é que essa mudança mexeu com o mercado. No dia após o anúncio, 12 de janeiro, as ações da companhia caíram quase 5%. Mesmo tendo se recuperado um pouco ao longo do tempo, ainda é uma incógnita se o caminho escolhido pelo Facebook dará resultado. E se as empresas aceitarão bem a nova mudança.

Isso porque postagens de empresas, principalmente, devem ser mais raras nas linhas dos tempos das pessoas. Ou seja, o grande motor do faturamento do Facebook – US$ 10,1 bilhões somente no terceiro trimestre do ano passado (último dado divulgado) – pode sofrer um abalo.

E uma pesquisa realizada pela iProspect mostra que o Facebook foi um dos grandes destaques na recepção dos investimentos – ao contrário de um de seus grandes “rivais”, o Twitter. Enquanto a rede de Mark Zuckerberg aumentou em 36% o investimento recebido, o Twitter teve queda de 15%. No Pinterest, a queda foi ainda maior: 35%.

Investimento deve continuar, conteúdo vai mudar

Apesar das mudanças nos algoritmos, o aporte não deve diminuir em um curto e nem médio prazo, segundo estimativa de Rafael Rodrigues, especialista marketing digital da iProspect. O que vai mudar será o formato.

Nos últimos anos, o Facebook adotou uma estratégia de priorizar os vídeos. Não por acaso, houve crescimento de 41% nos anúncios de vídeos dentro da plataforma. Agora, com as interações pessoais entre amigos e parentes na dianteira, as áreas de marketing precisarão se renovar.

Aquelas propagandas que estimularem mais interações e discussões estarão na frente das outras. “O conteúdo vai ser a prioridade e não necessariamente um produto ou serviço”, diz Rodrigues. “A ideia é que os profissionais estejam antenados nas discussões para engajar mais a marca que representam.”

Facebook procura novas opções

Além do Facebook, a empresa de Mark Zuckerberg também olha com atenção para os seus outros produtos, como Instagram e WhatsApp. A primeira já vai caminhando com as próprias pernas – somente nos primeiros nove meses do ano passado, o valor investido na plataforma de fotos superou os 104%.

Já o WhatsApp, que foi adquirido por monumentais US$ 22 bilhões em 2014, ainda tenta encontrar uma fórmula para ser lucrativo. Anteriormente, o aplicativo cobrava US$ 1 por ano para se ter acesso ao WhatsApp. Desde 2016, no entanto, a cobrança foi extinta.

Até agora, o Facebook tenta encontrar uma forma de fazer sua ferramenta dar dinheiro: algumas empresas, por exemplo, começaram a criar SACs e robôs para atender pelo WhatsApp. Nada, contudo, foi disseminado em escala. Ao mesmo tempo, o número de mensagens só cresce: no dia 31 de dezembro houve um recorde de 75 bilhões de mensagens em todo o mundo.

“O WhatsApp acaba sendo uma rede social mais privativa e a forma como as marcas vão entrar nela precisa ser muito bem estudada”, diz Rodrigues, da iProspect. “Se não, pode ter um efeito negativo, de uma publicidade invasiva.”

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