3 lições que aprendi com a paralisação dos caminhoneiros

Em novo artigo, Tathiane Deândhela analisa as lições que a greve dos caminhoneiros deixa para a vida pessoal e até para o ambiente de negócios. Confira

Por: - 5 meses atrás

Nas últimas semanas, o Brasil vivenciou um momento histórico. A paralisação dos caminhoneiros afetou todo o sistema de distribuição de mercadorias do país. Em muitos estados faltou combustível. Até mesmo alimentos faltaram nos mercados de algumas cidades.

O caos tem se instaurou ao mesmo tempo em que cresceu o desespero e a incerteza da população. Diante deste cenário, tenho refletido e estudado bastante. E acabei tirando algumas lições desta situação que servem para todos os aspectos da vida.

1. Nenhum Tsunami vem sem avisar

Você sabia que o oceano avisa nas semanas que antecedem um Tsunami? O mar retrai muito na praia. Os animais ficam inquietos, provocando migrações súbitas de aves e outros animais para o interior. Tudo é previsível.

Da mesma forma ocorreu com as manifestações. A greve não começou da noite para o dia. Há meses fala-se das insatisfações com os aumentos abusivos dos combustíveis e dos impostos, sem que haja um retorno satisfatório para a população.

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Houve tentativas de negociações quanto aos motivos da paralisação (redução da carga tributária sobre o diesel) desde outubro de 2017. O “tiro de alerta” oficial ocorreu no dia 18 de maio de 2018. Foi somente no dia 21 em que se deu início à greve.

De forma semelhante acontece em nossas vidas.

No trabalho somos avisados constantemente acerca dos pequenos problemas que podem gerar grandes crises. Se você está prestes a ser demitido ou se seu casamento está prestes a acabar, você consegue prever, desde que se atente a isso.

Porém, são poucos os gestores que se atentam aos sinais e agem preventivamente.

Observe o ambiente. Perceba os pequenos problemas que são recorrentes e identifique sua raiz. Trabalhe em formas que previnam ocorrências futuras e situações mais graves.

2. Não entre em pânico

A notícia de que o combustível iria acabar se propagou pelo país feito fogo em palha seca.

Instaurou-se, então, um temor tão grande que a gasolina chegou a custar mais de R$10 o litro, tamanha a procura.
A população viu-se em meio ao pânico generalizado. E então vieram os frutos de tal desespero: o combustível acabou nos postos antes do previsto.

Logo em seguida, o medo se espalhou a respeito da distribuição de alimentos. As pessoas correram para o mercado, os preços triplicaram, as dispensas voltaram a fazer sentido (desde o final da crise inflacionária que foi “contida” em 1994 com o Plano Real) e, só então, começaram a esvaziar as prateleiras.

A segunda lição que eu tirei da última semana foi que o desespero nos toma tempo, eleva os custos e gera escassez.
Portanto, se as coisas vão mal, não entre em pânico.

Senta. Respira. Avalie todo o cenário com cautela. E pensa em uma solução. Não saia tomando medidas sem antes avaliar bem o que está acontecendo.

3. Algumas situações carecem medidas imediatas

Os caminhoneiros anunciaram a greve no dia 28. Pararam, de fato, dia 21. Somente no dia 27 foram anunciadas medidas que atendiam parcialmente às reivindicações.

Mesmo diante de tamanho caos, as primeiras medidas demoraram uma semana para serem oficialmente anunciadas.

De fato, não se deve tomar decisões impensadas, no calor do momento. Mas também não é produtivo demorar tanto para assumir uma posição ou apontar possíveis soluções.

Quando deparar-se com um grande dilema em sua carreira, analise todos os dados e fatos com calma. E evite a procrastinação! Faça o que precisa ser feito o mais rápido possível.