Blog da Redação
Opiniões, dicas e experiências de consumo, tudo escrito pelo pessoal que faz a Consumidor Moderno.
08/12/2008
Vai comprar? E como vai carregar?
A verdade é que nunca demos muita atenção à como carregávamos nossas compras, se a sacola era de plástico, de papel, pano... Isso foi antes.
Hoje, a forma como escolhemos carregar nossas compras acaba dizendo muito sobre nós e o quanto estamos antenados com a nova realidade do planeta.
Pensei nisso quando, durante o fim de semana, fui à locadora de vídeos 2001. Saí de lá com dois filmes e uma sacola de papel. Fiquei imaginando o quanto a locadora estava economizando de plástico ao fazer essa transição. O gerente de marketing da 2001 Vídeo, Leonardo Horvath, foi rápido no gatilho para responder meu email. “Distribuímos, em média, 20 mil sacolas. O retorno que temos recebido nas lojas estão acima das expectativas. Já recebemos centenas de e-mails de clientes parabenizando pela iniciativa”, me contou.
Também fiquei sabendo que a Drogaria São Paulo foi a primeira do país a incentivar a abolição das sacolas plásticas. Já comercializa sacolas permanentes de algodão nas lojas.
Assim, se antes essa era uma preocupação das grandes redes de supermercados, agora essa moda pulverizou para outros setores, instaurando uma nova forma de atuação no varejo e mudando o comportamento do consumidor no ponto-de-venda.
Sim, é uma mudança de comportamento. No meu caso, já comprei as sacolas de pano, mas quem falou que eu sempre lembro de levá-las comigo quando vou às compras? Acabo lembrando na hora em que estou entrando no mercado que deixei as sacolas vazias em casa. Confesso, ensaco minhas compras, cheia de receio e com certo constrangimento. É verdade, não apenas o que escolhemos colocar no carrinho, mas também a forma como esses itens chegarão até à nossa casa acabam nos definindo como consumidores conscientes, ou não.
Vale saber
De acordo com a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, as sacolas plásticas, apesar de descartáveis, demoram mais de 100 anos para se degradarem na natureza, o que gera grande acumulo de lixo e poluição. O lixo composto por sacos plásticos são uma das principais causas do entupimento da rede de esgoto, contribuindo para as inundações e retenção de mais detritos.
A idéia é que as sacolas plásticas sejam mesmo abolidas do varejo. O Wal-Mart, por exemplo, anunciou recentemente que espera reduzir o uso destas sacolas em um terço até 2013. No Brasil, a redução deve chegar a 50%.
10/11/2008
Será que mistura?
Vez ou outra circula pelo viral na web um vídeo muito esquisito, criativo, diferente e que talvez por todas essas características – e nem sempre pelo conteúdo ou qualidade – acaba virando uma febre.
São assim os vídeos “Will it blend?” (Será que vai misturar?) produzidos pela Blendtec, empresa americana de mixers, processadores e liquidificadores.
A idéia é no mínimo intrigante: iPhone, iPod, tênis Nike, bola de golfe, tudo vai para dentro do liquidificador e acaba virando pó. Sim, o liquidificador funciona. E funciona também o senso de humor dos vídeos – só o do iPhone já foi visto por 3,4 milhões de pessoas que ajudam a aumentar a corrente repassando novos vídeos assim que são lançados (já são 77 vídeos, cada um com um artefato mais inusitado que o outro). Por um lado faz sentido: não fosse isso, seria simplesmente mais um liquidificador no mercado.
03/11/2008
Radiomarketing
Ando muito de carro, consequentemente fico muito tempo no engarrafamento. E como muita gente, uso o modo mais fácil de me distrair, o velho e bom rádio. Há algum tempo, lembro de uma discussão entre os futurólogos de que o rádio estaria com os dias contados. Que nada. Está aí, mais forte do que nunca.
Recentemente, no segundo dia do Futurecom 2008, o jornalista Ricardo Boechat que mediava o principal painel do dia, abriu uma aspas entre as falas dos executivos de telecom para comentar exatamente isso. “Tenho 40 anos de jornalismo em televisão e jornal, há apenas 5 estou no rádio. Preciso dizer: a repercussão que tenho no rádio é impressionante, nunca vi nada igual. A interatividade e o alcance não podem se comparar às outras mídias”, disse.
Esse alcance tem inserido o rádio nas estratégias de marketing das empresas com uma certa posição de destaque. E não apenas como um megafone de seus spots comerciais. Ele virouo próprio meio. O que dizer das rádios Mitsubishi, Sul América e Oi, que operam na FM de São Paulo? Ainda é cedo dizer se será uma tendência, mas chama a atenção nas três a qualidade da programação, a escolha do repertório bem em linha com o posicionamento de cada uma.
É bom lembrar que vivemos um momento difícil para quem trabalha com marketing. Somos multitarefa, sempre conectados e cada vez mais desconfiados das mensagens publicitárias. Mas aqui nesse caso, nós estamos atentos. Incluo ainda outra vantagem do rádio. Os celulares viraram o “antigo radinho de pilha”. Cada vez mais pessoas vão trabalhar de ônibus ou metrô ouvindo rádio em seus celulares.
No caso da SulAmérica, sua estação de rádio, perto de completar dois anos, está inserida na estratégia de relacionamento. Objetivo? Oferecer um serviço, ser lembrada pelos donos de veículos e aumentar a participação no mercado de seguro de automóvel. Totalmente dedicada à cobertura do trânsito durante 24 horas, a rádio recebeu um investimento de R$ 30 milhões. De acordo com o presidente Patrick de Larragoiti Lucas, a rádio vem reforçar a vontade da empresa de crescer. “Temos uma participação de 10% no mercado de automóveis em São Paulo, com uma frota de 380 mil veículos segurados. Nossa meta é estar entre as líderes nos próximos cinco anos”, afirmou.
A rádio Mitsubishi traduz o espírito de liberdade, símbolo da marca. Une os temas aventura e emoção, com música e conteúdo. Os programas foram batizados em homenagem aos veículos da marca, como o Pajero Full in the Morning, programa de noticias e música da manhã, e o Outlander Live, programa musical apenas com versões ao vivo, entre outros.
O projeto, desenvolvido pela Agência África, é uma parceria da marca com o Grupo Bandeirantes e conta com nomes de expressão nesse meio em que a marca atua: o jornalista Fernando Solano, fala de esportes de aventura, o jornalista Celso Miranda traz o mundo do automobilismo, o piloto Guilherme Spinelli analisa as provas de ralis, Caco Alzugaray comenta sobre as corridas de aventura, a atleta Marina Verdini conversa sobre mountain-bike, e o velejador André Fonseca, o “Bochecha”, analisa os esportes náuticos. Tudo a ver.
Já a rádio Oi FM – também presente em Ribeirão Preto e Santos - traz o mote do “diferente”. Apresenta playlist com inspiração nas “free radios”, explorando a pluralidade, com diversos gêneros e tendências musicais; o conceito autoral e o apoio aos novos talentos da música.
A Oi foi pioneira na adoção de estratégias de marketing por conteúdo ao lançar a Oi FM em janeiro de 2005. Ao apresentar sua rádio, antes mesmo do início de sua operação móvel nestas cidades, a companhia reforça entre o público do Estado sua estratégia de marketing associada ao estilo de vida.
O diretor de Mídia e Conteúdo da empresa, José Luís Volpini, explica que “a Oi FM faz parte da estratégia de distribuição de conteúdo da companhia, focada em levar ao público uma programação orientada pelos conceitos de ousadia e inovação da Oi. A chegada a Ribeirão Preto, uma das maiores e mais representativas cidades de São Paulo, marca a entrada da Oi no mercado de grande visibilidade e potencial como interior paulista”, completa.
As três têm em comum um grande mérito: conseguem, através do rádio, associar sua imagem de empresa a um estilo de vida. E o melhor: a audiência está prestando atenção.
16/10/2008
“A volta do vinil” ou “Uma inovação não invalida a outra”
Dos discos de vinil para as fitas cassetes, para os CDs e agora com os tocadores de mp3. A estrada foi longa e a inovação, sem tamanho. De repente, comprimimos num aparelhinho de 3cm x 2cm tantas músicas como nunca achamos que era possível e mudamos nosso modo de nos relacionar com elas.
E agora, sem alarde, os discos começam a voltar à cena, como uma inovação às avessas. As pessoas desejam ter de volta o barulhinho da agulha deslizando pelos sulcos de vinil. É um nicho que valoriza essa experiência – há um certo saudosismo envolvido, é verdade.
Os números impressionam. Se a indústria brasileira de CD registrou queda de faturamento em 2007 de 33%, o mercado de discos de vinil cresceu três vezes seu tamanho. Nos Estados Unidos, a receita com a venda de vinil em 2007 somou US$ 23 milhões, um aumento de 46,2% em relação a 2006, segundo a RIAA, associação americana da indústria fonográfica.
É, os discos estão voltando. Ed Motta lançou seu CD novo com versão em vinil especial para a Europa – seus “bolachões” vendem muito bem por lá. Lenine, por sua vez, que acaba de lançar uma nova coletânea, só vai mandar vinis para a Rússia – foi um pedido especial do país. Aliás, o cantor está lançando três versões para seu “Labiata”: é possível comprar o álbum em CD, disco e pen drive.
A Livraria Cultura e a Saraiva, desde 2006, reservam espaço especial para os discos e a procura só aumenta, apesar o preço mais salgado (a título de comparação, o último CD de Amy Winehouse sai por R$ 27,90, já a versão em vinil custa R$ 74,90).
Pra mim ficou uma lição. Uma inovação não invalida a outra. A capacidade de se reinventar, encontrar um novo mercado, um novo nicho, uma nova maneira de fazer negócio e criar um produto altamente desejado...
Fiquei com pena de ter-me desfeito do meu tocador de discos.
10/10/2008
150 anos de Macy's
A Macy's, talvez a loja de departamento mais conhecida do mundo, está fazendo 150 anos. E o comercial de celebração, assinado pela JWT, deixa bem claro o tipo de relação que o americano tem com a marca: admiração, proximidade, culto.
A marca faz parte da cultura popular. Estão no comercial, de um minuto, trechos de programas e filmes americanos em que a Macy's é mencionada. De Lucille Ball a Jerry Seinfeld, uma compilação muito interessante de como uma marca de varejo se insere no imaginário de uma nação.
25/09/2008
Dinamarca, Vivienne Westwood e pensamentos sustentáveis
Não sou cliente da Porto Seguro, mas pensei em ser após conhecer o projeto dos bicicletários (serviço oferecido pela seguradora que empresta bicicletas gratuitamente aos segurados em estacionamentos na cidade de São Paulo). A bicicleta emprestada deverá ser devolvida até às 20h do mesmo dia em que foi retirada, em um dos estacionamentos da rede Estapar participantes do Projeto – há também os paraciclos para os clientes estacionarem a ‘magrela’. A idéia é “incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte, desafogar o trânsito e estimular os segurados a adotarem hábitos mais saudáveis”, explica o release.
Ok, em termos de causa está perfeito. Pedalando, o ciclista pratica exercício físico e, ao mesmo tempo, tira um veículo de circulação das ruas, reduz a emissão de poluentes, economiza o dinheiro que seria gasto para abastecer o carro e, principalmente, beneficia a própria saúde. Mas se pensarmos em business, tem alguma coisa aqui que eu perdi. Vamos imaginar que em alguns anos a moda pegue, as pessoas realmente passem a usar suas bikes como meio de transporte e deixem os carros de lado. Como o seguro auto Porto Seguro vai sobreviver?
Pensei nisso e automaticamente me lembrei de Vivienne Westwood, a dama-designer dos sapatos de luxo, e seu manifesto contra o consumo. Isso mesmo que você leu. Ela, cuja grife caríssima vende sapatos pelo mundo inteiro, é a maior garota propaganda dessa campanha, e recentemente inclusive esteve no Brasil divulgando um manifesto anticonsumo.
Pensei também no Mc Donald´s e sua campanha por uma alimentação mais saudável – mas continua vendendo hambúrgueres, batatas fritas e refrigerantes em toneladas.
Contrasenso ou não, vivemos a época das bandeiras. Empresas levantam as delas e nós escolhemos quem seguir.
Em relação à Porto Seguro, me identifiquei imediatamente com a causa. O trânsito é algo que me deixa muito aflita, e essa idéia é brilhante. Mas como disse: e a perenidade do negócio?
Questionei a assessoria de imprensa. A resposta demorou um pouco mais veio. Segundo Fábio Luchetti, vice-presidente executivo da Porto Seguro, “é um erro pensar que as pessoas deixarão de ter automóveis ou de fazer seguros. O que pode hipoteticamente acontecer é uma queda no valor do prêmio, já que o carro poderá ser menos utilizado. Isso dependerá muito de cada usuário”.
Perguntei também sobre como vislumbram a curva de aceitação da idéia da bicicleta como meio de transporte mais "amigo do meio ambiente" no lugar do carro. Para Luchetti, esse é um processo lento e gradual, “cuja evolução depende de uma combinação de fatores, como maior consciência de cada um, melhor educação do motorista sobre as regras de trânsito em relação às bicicletas, políticas públicas de incentivo e infra-estrutura e etc”.
Verdade. A Dinamarca não é aqui. Em Copenhague, o transporte verde – leia-se a bicicleta, - é oferecido pela prefeitura. Já aqui em São Paulo, segundo levantamento de 2006 da Prefeitura, mais de 250 mil bicicletas circulam todos os dias pelas ruas e avenidas da cidade, apesar dos menos de 30 km de ciclovias existentes na metrópole.
15/09/2008
O ipod do Obama
Ele é o primeiro candidato negro à presidência dos Estados Unidos com reais chances de vencer. E está se tornando um fenômeno de marketing. Veja pela capa da Rolling Stone ao lado, sem nenhuma chamada de texto – os 200 mil exemplares foram devidamente esgotados em poucos dias.
Na entrevista, Obama confidenciou o que ouve no seu iPod: nomes como Bruce Springsteen, Bob Dylan, Jay-Z, Elton John e Rolling Stones.
Eclético até demais, Obama tem carisma. Hiperconectado, possui redes sociais para diversos públicos na net – negros, gays, latinos, jovens. São 20 mil voluntários fazendo propaganda gratuita.
Na internet, sua campanha é decididamente do povo. É lá que estão Amber Lee, a “Obamagirl”, que se diz “apaixonada pelo candidato”. Seu vídeo “I got a crush on Obama” é hit em todos os sites de compartilhamento de vídeo. Outro vídeo com quase 4 milhões de acesso é o “I´m voting republican” (o nome engana), feito por dois produtores de filme – que nada tem a ver com a campanha de Obama (assista abaixo).
O sucesso do candidato está nas diversas mídias, por mais que tenha tido uma derrapada, digamos assim, virtual. Em agosto, Obama anunciou que seus eleitores seriam os primeiros a saber o nome de seu vice (senador Joe Biden) via SMS. Mas a informação vazou na mídia e foi publicada duas horas antes das mensagens começarem a ser distribuídas pela rede de telefonia. Ainda assim, a divulgação foi um sucesso. No dia do anúncio o site www.barackobama.com registrou visitação recorde – lá também é possível doar dinheiro para a campanha, mais de 2 milhões de dólares já chegaram pela web.
De candidato à presidência à ícone pop, Obama está ensinando muita gente a se relacionar com seu público usando as várias mídias. E a melhor jogada de todas: ele tem fãs. Talvez tudo isso junto explique por que na loja Exit9, de Nova York, que vende papel higiênico com a cara de Bush (por US$ 10), a de Obama decora um desodorizador para carros.
11/09/2008
Nosso primeiro release-pizza, literalmente
Agradecemos à pizzaria Didio pelas iguarias enviadas para a redação junto com o release. A equipe agradece o café da tarde! =P

10/09/2008
18 anos do Código de Defesa do Consumidor
Na próxima quinta-feira (11), o Brasil comemora 18 anos da promulgação da Lei nº 8.078, que estabeleceu o Código de Defesa do Consumidor.
O CDC foi fruto de uma expressa determinação constitucional que buscou preencher uma lacuna legislativa existente no Direito Brasileiro, onde as relações comerciais, tratadas de forma obsoleta por um Código Comercial do século XIX, não traziam nenhuma proteção ao consumidor.
De lá pra cá, muita água rolou. Várias entidades vêm tentando, ao longo dos anos, escapar de sua área de atuação. O período atual é de adequação total, inclusive com as empresas abraçando o conceito de relação com o cliente com prioridade em muitas de suas ações. Mas ainda há muito o que se conquistar.
Na opinião do especialista Francisco Fragata Jr, o sucesso do código é evidente. Seus princípios contribuem muito para o avanço nas relações de consumo de um mundo moderno e desenvolvido que chega em nosso país. Mas falta ainda "uma exata compreensão de parte dos operadores do Direito sobre a magnitude do Código".
O advogado explica que, às vezes, a lei é utilizada, e com "sucesso", para teses estranhas, porque estes operadores não conhecem bem a sistemática de produtos e serviços e a sua formação de preço ou limitações. "É preciso ouvir com mais atenção alguns esclarecimentos. Mas o problema não é geral”, complementa. "Ministério Público e órgãos de proteção do consumidor muitas vezes são sensíveis para estes problemas. O Poder Judiciário também."
Estamos de olho nesse código e nas demais práticas de relacionamento com muito afinco. E esperando que esse código comemore sua maioridade buscando a eterna melhora em sua aplicação.
03/09/2008
Versão nova, desafios novos
Sejam bem-vindos ao novo site da Consumidor Moderno.
Sim, mudamos. Agora nossa casa online está mais dinâmica e ágil. A mudança aconteceu ontem à noite (2/9), em paralelo à organização do Conarec 2008, que acontece nesse momento.
A intenção da mudança é ter uma cara nova na internet, e potencializar o conteúdo que já fazemos com muita maestria (modéstia à parte) na revista para o site. Os formatos são bem diferentes, e isso será um desafio para todo mundo. Mas estamos animados com a mudança e as repercussões que já recebemos.
Gostaria de esclarecer a todos os usuários que receberam um convite para uma versão beta do site. Por questões estratégicas, acabamos pulando esta etapa. Por isso quero pedir desculpas pela expectativa causada. A loucura neste lançamento foi tanta que não conseguimos avisá-los a tempo.
Mas isso não impede que vocês opiniem sobre o site. Pelo contrário, agora é a hora de vocês avaliarem. O blog está aí para isso, o formulário de contato também. Não queremos ser um site engessado, principalmente no cenário 2.0. Vocês tem a nossa garantia de que serão ouvidos. Queremos melhorar "com o trem andando".
Para este lançamento, nos colocamos na pele do consumidor e preparamos um especial com vários comparativos de tarifas de serviços. É um dos direcionamentos que queremos dar ao nosso conteúdo: facilitar a vida do consumidor moderno, que pesquisa, se informa e se relaciona com as empresas sempre em busca de qualidade.
Espero que gostem, e estejam à vontade para criticar e elogiar. Refazendo o clichê, "o cliente tem sempre razão".
13/02/2008
Novas regras, velhos hábitos
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou com bastante alarde as novas regras
para as operadoras de telefonia celular. Não vou criticar, ao
contrário. A iniciativa é positiva e tem como meta apenas defender os
direitos dos usuários. Se todas serão cumpridas, a história é outra.
Já há quem reclame que tentou cancelar uma linha – e esse serviço agora
tem de ser executado em no máximo 24 horas pelas operadoras – e não
conseguiu porque os operadores do outro lado da linha diziam que o
sistema estava fora do ar, o que impede até a geração de um protocolo
para o cliente.
A pergunta que fica é: como a Anatel vai fiscalizar se essas regras
estão sendo cumpridas? Há, aliás, equipe disponível para isso? Quem se
responsabiliza? No caso de descumprimento das operadoras, quais
atitudes os consumidores devem tomar? Está tudo ainda muito no ar e o
consumidor parece perdido nessa história. Não sabe se comemora ou se
cobra resultados concretos. Não seria interessante também a agência
educar os usuários para que conheçam melhor seus direitos e saibam o
que fazer quando eles forem desrespeitados? Educação, como sempre, é a
base de tudo.
27/01/2008
Prato principal: o sorriso de Dione
Experiência de consumo é realmente algo importante. Neste feriado do aniversário de São Paulo fui à Trindade, um pequeno vilarejo próximo à Paraty. Tem muita moçada, muito “bicho grilo”, mas a beleza natural do lugar supera. Praias, trilhas, cachoeiras, montanhas fartas e boa comida, coisa que conheci agora, são também outras atrações. Conheço o lugar há anos, mas sempre fui no esquema barraca de camping e P.F (prato feito).
Neste feriado fui de pousada e com um dinheirinho que dava para sair do arroz e feijão. Indicaram-me o restaurante da Dione como sendo um dos melhores da vila de Trindade, e resolvi experimentar.
Durante o dia, encontrei diversos conhecidos que me perguntavam onde eu iria almoçar, quando eu falava que era na Dione, as bocas se enchiam de saliva. Todos, sem exceção, diziam que era o melhor.
O corredor que levava para as mesas (metade em um deck e metade na areia da praia ) tinha uma janela que evidenciava a cozinha e lá estava Dione, com a mão na massa e sorriso no rosto.
A dona do restaurante cozinha, passa nas mesas para ver se está tudo bem, senta com os clientes, conta a história da vida dela e faz todos se sentirem como se estivessem na casa dela, como convidados especiais para almoçar.
O Spaghetti com frutos do mar estava realmente divino, muito bom mesmo, mas o sorriso da Dione, a simpatia e a sensação de que ela estava fazendo algo especialmente para mim chegaram a superar o sabor do prato.
Fica então uma boa dica para comer quando estiver na região mas, acima de tudo, fica uma boa dica também de como se portar com seus clientes e avaliar se quem coloca a mão na massa na sua empresa tem esse carinho.
17/01/2008
Pense numa pessoa delicada...
Há tempos estou para escrever esta minha experiência tão "meiga" num vôo da Ibéria. Estava eu voltando de um evento no qual foram homenageadas empresas de diferentes segmentos que se destacam na área de atendimento ao cliente. Vejam só como é o destino. No vôo, já tarde da noite, senti sede e pedi para o comissário que passava no corredor um copo de água. Sabe qual foi a resposta do denguinho? "Levanta e pega lá no fundo". Pois é, acho que ele não deve ter passado por nenhum cursinho básico de atendimento.
Eu estava mesmo em Nova York?
Nos últimos cinco dias, participei do National Retail Federation, evento de varejo que acontece todos os anos em Nova York. Uma das coisas que mais chamou a atenção - além das tecnologias disponíveis para o segmento e dos exemplos de lojas que têm como diferencial oferecer uma verdadeira experiência de compra a seus clientes - foi o número de brasileiros no evento. Parecia que eu estava num congresso aqui em São Paulo do qual participaram alguns gringos. Por onde andava, ouvia alguém falando português. Ok, sou mesmo um pouco exagerada, mas alguns números não me deixam mentir.
Do total de participantes, 18% eram brasileiros, representando a maior delegação estrangeira do NRF. Só no grupo em que eu estava, organizado pela Gouvêa de Souza, eram 145 pessoas. Fazendo uma conta rápida, estima-se que 500 brasileiros estavam lá para conferir quais as principais tendências do varejo mundial.
O melhor de tudo foi acompanhar que o Brasil não estava lá só pra assistir, mas também para compartilhar o que tem de bom. A última Super Session (como são chamadas as principais plenárias do evento) foi conduzida por três brasileiros: Alberto Serrentino e Marcos Gôuvea, da Gouvêa de Souza, e Claudia Pagnano, do Pão de Açúcar. Isso é bom para elevar a nossa auto-estima. Conversando com alguns executivos brasileiros nesses dias de NRF uma coisa ficou evidente: falta ainda ao nosso povo auto-estima para se orgulhar do que fazemos no País e sair pelo mundo contando o que temos de bom. Mais uma lição a ser aprendida com os americanos.
16/01/2008
O marketing nocivo
Querem saber um lugar em São Paulo no qual eu jamais irei? O nome é Ruffas Bar. Sabem por qual razão? Nunca estive nesse local, nunca forneci meu número de celular e, ainda assim, quase toda semana eu recebo uma mensagem curta de texto (SMS) com um convite para curtir um pagode. Primeiro, não autorizei a divulgação de meu celular para ninguém e tem empresa vendendo mailing de telefones (o que não vem a ser nenhuma novidade, convenhamos). Segundo, eu não gosto de pagode. Terceiro, não há opção de resposta para enviar um retorno pedindo o cancelamento do envio dessas mensagens. Isso sim é que é um bom exemplo de como não se fazer marketing.
10/01/2008
Comgás Online
Acabo de testar o atendimento on-line da Comgás. Não levava muito fé que fosse ser eficiente, mas para minha surpresa foi até melhor que o contato por telefone que tentei dias atrás.
O serviço de atendimento funciona por chat, com uma ferramenta fornecida pela Direct Talk, com facilidade de ser encontrado na página inicial da concessionária, anunciado como novidade do site.
Resolvi arriscar e fui muito feliz. Afinal, uma das coisas mais irritantes que tem nos atendimentos telefônicos, ainda que não se pague nada num 0800, é ficar esperando seja por um atendente disponível, seja pela resolução do problema.
Enquanto seguia com meu trabalho tranquila, ficava lá a janela do comunicador da Comgás que piscavan sinalizando quando realmente era necessário fornecer informações e dar atenção ao atendimento.
Demorou um pouquinho, mas foi o tipo de atendimento que não me tirou a paciência de forma alguma, não atrapalhou em nada minha rotina para resolver essa demanda pessoal. Muito prático.
Se já é motivo de preocupação o gerundismo nos atendimentos por telefone, os de chat são um desafio ainda maior para as centrais em termos de treinamento dos atendentes.
E minha atendente foi muito educada, com um português impecável. Outra grande surpresa.
Poderia até ter copiado nosso diálogo num documento de texto, mas não foi necessário. Tenho agora em mãos um número de protocolo e um agendamento realizado com sucesso.
Aos responsáveis pelo atendimento da Comgás, meus parabéns!
09/01/2008
Experiências no litoral: a conta da praia
Encerro por aqui esses contos sobre a experiência de passar alguns dias
na praia. Sempre há algum tipo de prazer quando se viaja para o litoral
de São Paulo, por mais situações adversas que passemos. Seja pela
beleza do mar, da ajuda de São Pedro pela falta de chuva e com um sol
de fazer fritar ovos na calçada, ou simplesmente pela sensação de
descanso pelas férias. E olha que os problemas são tantos que, se você
colocar na ponta do lápis, nunca mais coloca os pés por lá em alta
temporada.
É bem verdade que estamos habituados a pagar entre R$ 3,50 e R$ 4 por
um refrigerante de dois litros em pizzarias de bairro de São Paulo, mas
os preços praticados pelos comerciantes na praia nesses períodos de
férias são extremamente absurdos. Duas bolas de sorvete chegam a custar
mais de R$ 6.
Filas, por todos os lados, para tudo que se deseja adquirir. Nos
supermercados, qualquer compra mísera não consome menos de 100 reais
dos bolsos. Em quiosques a situação não é diferente. Uma meia porção de
qualquer peixe não sai por menos de R$ 25 ou R$ 30.
Local para passar a virada do dia 31 para o primeiro de ano? Só se você
fizer reserva, e pagar por ela claro, em um dos quiosques espalhados
pela orla. Ou seja, até mesmo a praia, um local até então público, é
loteada nessa época.
É uma exploração deslavada. Afinal, se isso existe, é porque sempre tem
gente disposta a pagar. Caso contrário, a Daslu e os produtos e marcas
de luxo jamais existiriam. Cobram como querem, pagam aqueles que têm
(ou não) juízo e bolso para tal.
O que me intriga, na verdade, e que já citei em alguns dos primeiros
posts é o masoquismo do paulistano. Paga, e muito caro, por um
atendimento péssimo, por um serviço que beira o ridículo. Não sei se é
má vontade, falta preparo ou de educação mesmo.
E, como todo bom brasileiro, já dizia aquele slogan, “não desiste
nunca”. Basta um feriadinho prolongado, carnaval, ano novo que começa a
debandada rumo às praias. De volta, fiquei pensando muito nisso. Vale a
pena passar por tudo isso?
Experiências no litoral - Parte 5 (estacionamento)
Como voltei antes da virada, último almoço em família para comemorar.
Fomos em dois carros a um restaurante na beira da praia. Deixamos o
carro em um estacionamento logo ao lado.
O restaurante era um lugar bacana, finalmente bom atendimento. Preço
tão salgado quanto a água do mar, mas valia porque a porção era muito
grande. Dois pratos serviram – até sobrou um pouquinho – oito pessoas.
Depois de sair de lá quase rolando, voltamos para pegar o carro. Eis
que, pronto, bateram no para-choque do meu. Uma raladinha besta, mas
foi. Ao voltar para o caixa, veio um dos rapazes que olhava e
organizava os carros dentro do estacionamento. Com uma marmita na mão e
falando comigo cuspindo arroz.
Disse que aquilo não era nada, besteirinha. Como assim? Batem no meu
carro dentro do estacionamento que paguei e vem um figura dizer que
aquilo não era nada? Só podia ser brincadeira. Conversei com o outro
rapaz, a quem tinha pago e peguei o dinheiro de volta. Só não
encrenquei mais porque essa é a quarta vez que batem no para-choque do
carro e ele já está todo ralado, foi apenas mais uma.
Agora, imaginem se a colisão tivesse sido mais forte, afetado a
lataria? Como ficaria a situação? Eu ia sair de lá de duas formas – ou
com a polícia querendo me prender ou no hospital tendo um infarte.
07/01/2008
Experiências no litoral - Parte 4 (café)
Já no último dia em que passei no litoral, depois de uma longa
caminhada, eu, minha esposa e meu pai resolvemos dar uma passada no Pão
de Açúcar. Só para ver como estava e comprar uma água. O calor fervia
até os neurônios já nesse momento.
Sentamos em um café instalado dentro do mercado. Ar-condicionado para
refrescar e fui ao caixa comprar duas águas. A minha irritação começou
com um brasileiro bastante educado que furou a fila. Para evitar
estresse maior, fiquei quieto. Ainda assim, a garota do caixa atendeu o
rapaz que passou em minha frente em vez de mandá-lo pegar a fila como
todos estávamos fazendo.
Eles não tinham troco. Aí me questiono: como, em plena temporada, com o
mercado repleto de gente, compradores ávidos por qualquer coisa, o dono
do café não se preparou com troco?
A fila enorme e toca a menina do caixa sair no meio do supermercado
para trocar duas notas de 50 reais, demorando ainda mais e fazendo a
fila aumentar. Voltou com o troco e começou a atender outra pessoa
enquanto eu esperava. Claro, perdi a paciência e comecei a reclamar.
Pô, dá logo o troco para eliminar mais uma pessoa da fila.
Sem contar o mau humor da atendente, como se eu tivesse culpa pelo fato
dela estar trabalhando muito em pleno dia 30, com um bando de
paulistanos atormentando.
Experiências no litoral - Parte 3 (noite)
Noite agradável, vamos dar uma volta na orla. Conseguimos a proeza de
parar em um quiosque para tomar algo. Mas esse era especial. Ficava
exatamente entre um que tinha um show cover do Ney Matogrosso com banda
e, do outro lado, um show de música eletrônica. “Sensacional” o som dos
dois se misturando.
Enfim, de férias, despreocupados isso até que não incomodava tanto. Mas
o serviço era pra lá de ruim. Pedimos caipirinhas de abacaxi e caju,
porções de peixe e batatas, cerveja. A mesma história, mais de meia
hora de espera até que o pedido chegasse à mesa. As porções chegaram,
mas nada das cervejas, ou seja, a parte mais fácil.
Quando olhei para a caipirinha quase desisti e mandei devolver, mas
resolvi encarar. A de caju estava ruim, só tinha gosto de saquê, mas
foi. A de abacaxi, “intomável”, com a licença da palavra. Parecia ter
sido colocar em um copo com restos de detergente. Pedi para trocarem.
40 minutos depois, nada. Pedi novamente, avisando que já havia
solicitado a troca.
Resumindo, fui embora sem conseguir trocar a capirinha de abacaxi.
Novamente tive de ir até o caixa pagar a conta de tanto esperar alguém
trazer. Pedi que retirassem do total a caipirinha que não tomamos. Isso
nem foi questionado pela dona, mas ela deu uma dura na garota que fazia
as bebidas na nossa frente. Isso foi bastante constrangedor. “Cadê a
caipirinha de abacaxi? Agora você vai tomar ela inteira”, disse a
provável dona do quiosque para a atendente.


