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02/05/2007

E aí? Propaganda... Esse Negócio Tem Alma?

by daniel — last modified 21/07/2008 22:09

Oi pessoal,

andei refletindo um pouco sobre essa tal propaganda e seu jargão sobre ter ou não alma.

Vejam o que pensei.... e comentem se acharem relevante.

Valeu

Bem, muito se fala que propaganda é a alma do negócio e que se você, empresário, não anunciar, vai se estrumbicar (não é este o pitoresco refrão?).

Prefero acreditar que este conceito é mais uma crença enraizada que má fé.

Folclore à parte, propaganda é extramemente importante... só que do negócio, é apenas a boca. Ou seja, se o seu produto, serviço ou projeto não tiver alma, o peixe morre pela boca.

O consumidor está cada vez mais educado, ciente e sabedor do que quer. Ótimo para ele, péssimo para aquele empresário ainda provinciano, que insiste em tapar os olhos e os ouvidos para os movimentos irreversíveis de globalização, acirramento da competição, aumento do número de opções, segmentações de mercado e para o famigerado CDC (Código de Defesa do Consumidor). Estamos falando daquele empresário que ainda pensa que é ele quem engana o consumidor e acha que este, passível a tudo, sempre voltará com o rabo no meio das pernas fingindo ter esquecido sua última experiência negativa. Bem, isto está mudando e está cada vez mais explícito.

Mais e mais empresários estão procurando serviços de consultoria e assessoria para remediar o estrago causado pelo não acompanhamento das tendências. É nesta hora que o consumidor dá risada. Afinal, outro aparece amanhã oferecendo os mesmos produtos ou serviços, com mais qualidade e a preços mais justos.

Poucos empresários sobreviveriam fora do país com a mentalidade atual.

Publicitários glamurosos que nos perdoem, mas o allure de outras épocas, onde tudo era justificado pela construção de uma boa imagem, tende a acabar. Reflexos desta nova era. A Era do Consumidor.

Empresário: Pense bem! não é mais apenas a agência ou seu departamento de marketing o responsável pela construção de sua imagem, de sua marca. É você, homem de visão e de iniciativa que assumiu o risco do negócio para, produzindo com qualidade e respeito, atender seu nicho de mercado. Construir uma marca é tarefa das mais árduas, pois não admite o erro (pelo menos aquele que não possa ser satisfatoriamente corrigido). Construir uma marca é, portanto, obrigação do marketing, da administração, do pessoal do atendimento, de toda empresa. É consequência dos resultados positivos sob a percepção do cliente.

Propaganda de massa, em quase todos os mercados, tende a se tornar ineficiente para as finalidades de relacionamento e quiçá de comércio. Aliás, não há mais massa e sim pessoas. Para atingir o seu target, você precisa de estratégias de marketing de relacionamento e de operações de serviços bem estruturadas. Para nós, esta é a melhor forma de sua empresa usar a boca, ou seja, apoiando-se naquilo que realmente é sua razão de ser: a sua alma.

Quantos empresários negligenciaram as necessidades e expectativas de seus clientes, preocupando-se apenas com sua falsa imagem (é a velha história do castelo de areia na praia - você constrói, vende e revende sem ter backround; a água vem e derruba tudo). Podíamos fazer aqui um go back in time e citar inúmeras empresas que explodiram, para depois implodir. O sucesso é, para quem não sabe, uma grandeza de longo prazo (pergunte a qualquer ator Global).

Para quem não tem o que oferecer (ou pior, apenas acha que tem), alarde e auê não geram nada além de desilusões e insatisfações de expectativas dos clientes. Você já parou para averiguar quantos clientes de uma viagem só já teve? Pensou nas chances perdidas de fidelizá-los e assim prosperar seu negócio no tal share of wallet, com up-sells, cross-sells e tudo mais. Responda: O quanto você conhece cada cliente?

Afinal, já está na hora de iniciativa privada virar atividade profissional e não plano de aventureiros. Os verdadeiros profissionais sabem do que estamos falando. E graças a Deus que eles existem!

09/04/2007

MarkeTHINK!

by daniel — last modified 21/07/2008 22:09

Oi Pessoal,

Meu post de estréia no blog é pra deixar claro já de saída a visão que praticamos aqui na DOM sobre Marketing.

Modismos à parte, terminologias pomposas de lado, a idéia aqui é estabelecermos mutuamente um diálogo contínuo, uma provocação positiva constante – uma ebulição intelectual mesmo – a fim de investigarmos o que é, e para onde deve/pode ir, o que costumávamos entender por Marketing.

A verdade nua e crua é que, nos últimos 20 anos e, mais acentuadamente, nos últimos 10, desde o advento da Internet comercial e suas derivações, temos assistido a um processo interminável de transformação do que antes se definia como Marketing... aquilo dos 4 Ps, aquilo pretensamente racional, lógico... ação e reação, que tratava suas variáveis e premissas de forma estática e delimitada.

A verdade é que hoje, penso que o Marketing é uma “ciência” em mutação contínua de conceitos, formas e modelos, tão rica e imprevisível quanto a tecnologia e a imaginação permitem. Enfim, passo a concordar com Regis McKenna, quando ele diz que marketing é tudo.

Gente, o marketing de hoje é o monstro que matou seu maior estandarte, seu maior representante. O marketing matou e enterrou Kotler. Para sempre.

A fim de investigar um pouco melhor isso... e de entornar um pouco o caldo com um pouquinho de Clemente Nóbrega e seu Antropomarketing, sugiro que leiam meu artigo sobre CRM, intitulado CRM é Marketing. E Marketing é sobre seres humanos.

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