MarkeThink
Marketing, Relacionamento, Estratégia, Consumo, Varejo, Design, Propaganda,...
02/05/2007
E aí? Propaganda... Esse Negócio Tem Alma?
Oi pessoal,
andei refletindo um pouco sobre essa tal propaganda e seu jargão sobre ter ou não alma.
Vejam o que pensei.... e comentem se acharem relevante.
Valeu
Bem, muito se fala que propaganda é a alma do negócio e que se você,
empresário, não anunciar, vai se estrumbicar (não é este o pitoresco
refrão?).
Prefero acreditar que este conceito é mais uma crença enraizada que má fé.
Folclore à parte, propaganda é extramemente importante... só que do
negócio, é apenas a boca. Ou seja, se o seu produto, serviço ou projeto
não tiver alma, o peixe morre pela boca.
O consumidor está cada vez mais educado, ciente e sabedor do que quer.
Ótimo para ele, péssimo para aquele empresário ainda provinciano, que
insiste em tapar os olhos e os ouvidos para os movimentos irreversíveis
de globalização, acirramento da competição, aumento do número de
opções, segmentações de mercado e para o famigerado CDC (Código de
Defesa do Consumidor). Estamos falando daquele empresário que ainda
pensa que é ele quem engana o consumidor e acha que este, passível a
tudo, sempre voltará com o rabo no meio das pernas fingindo ter
esquecido sua última experiência negativa. Bem, isto está mudando e
está cada vez mais explícito.
Mais e mais empresários estão procurando serviços de consultoria e
assessoria para remediar o estrago causado pelo não acompanhamento das
tendências. É nesta hora que o consumidor dá risada. Afinal, outro
aparece amanhã oferecendo os mesmos produtos ou serviços, com mais
qualidade e a preços mais justos.
Poucos empresários sobreviveriam fora do país com a mentalidade atual.
Publicitários glamurosos que nos perdoem, mas o allure de outras
épocas, onde tudo era justificado pela construção de uma boa imagem,
tende a acabar. Reflexos desta nova era. A Era do Consumidor.
Empresário: Pense bem! não é mais apenas a agência ou seu departamento
de marketing o responsável pela construção de sua imagem, de sua marca.
É você, homem de visão e de iniciativa que assumiu o risco do negócio
para, produzindo com qualidade e respeito, atender seu nicho de
mercado. Construir uma marca é tarefa das mais árduas, pois não admite
o erro (pelo menos aquele que não possa ser satisfatoriamente
corrigido). Construir uma marca é, portanto, obrigação do marketing, da
administração, do pessoal do atendimento, de toda empresa. É
consequência dos resultados positivos sob a percepção do cliente.
Propaganda de massa, em quase todos os mercados, tende a se tornar
ineficiente para as finalidades de relacionamento e quiçá de comércio.
Aliás, não há mais massa e sim pessoas. Para atingir o seu target, você
precisa de estratégias de marketing de relacionamento e de operações de
serviços bem estruturadas. Para nós, esta é a melhor forma de sua
empresa usar a boca, ou seja, apoiando-se naquilo que realmente é sua
razão de ser: a sua alma.
Quantos empresários negligenciaram as necessidades e expectativas de
seus clientes, preocupando-se apenas com sua falsa imagem (é a velha
história do castelo de areia na praia - você constrói, vende e revende
sem ter backround; a água vem e derruba tudo). Podíamos fazer aqui um
go back in time e citar inúmeras empresas que explodiram, para depois
implodir. O sucesso é, para quem não sabe, uma grandeza de longo prazo
(pergunte a qualquer ator Global).
Para quem não tem o que oferecer (ou pior, apenas acha que tem), alarde
e auê não geram nada além de desilusões e insatisfações de expectativas
dos clientes. Você já parou para averiguar quantos clientes de uma
viagem só já teve? Pensou nas chances perdidas de fidelizá-los e assim
prosperar seu negócio no tal share of wallet, com up-sells, cross-sells
e tudo mais. Responda: O quanto você conhece cada cliente?
Afinal, já está na hora de iniciativa privada virar atividade
profissional e não plano de aventureiros. Os verdadeiros profissionais
sabem do que estamos falando. E graças a Deus que eles existem!
09/04/2007
MarkeTHINK!
Oi Pessoal,
Meu post de estréia no blog é pra deixar claro já de saída a visão que praticamos aqui na DOM sobre Marketing.
Modismos à parte, terminologias pomposas de lado, a idéia aqui é
estabelecermos mutuamente um diálogo contínuo, uma provocação positiva
constante – uma ebulição intelectual mesmo – a fim de investigarmos o
que é, e para onde deve/pode ir, o que costumávamos entender por
Marketing.
A verdade nua e crua é que, nos últimos 20 anos e, mais acentuadamente,
nos últimos 10, desde o advento da Internet comercial e suas
derivações, temos assistido a um processo interminável de transformação
do que antes se definia como Marketing... aquilo dos 4 Ps, aquilo
pretensamente racional, lógico... ação e reação, que tratava suas
variáveis e premissas de forma estática e delimitada.
A verdade é que hoje, penso que o Marketing é uma “ciência” em mutação
contínua de conceitos, formas e modelos, tão rica e imprevisível quanto
a tecnologia e a imaginação permitem. Enfim, passo a concordar com
Regis McKenna, quando ele diz que marketing é tudo.
Gente, o marketing de hoje é o monstro que matou seu maior estandarte,
seu maior representante. O marketing matou e enterrou Kotler. Para
sempre.
A fim de investigar um pouco melhor isso... e de entornar um pouco o
caldo com um pouquinho de Clemente Nóbrega e seu Antropomarketing,
sugiro que leiam meu artigo sobre CRM, intitulado CRM é Marketing. E Marketing é sobre seres humanos.


