BrOi está próxima de sair do papel
Fusão da Oi com Brasil Telecom está cada vez mais próxima. Alteração na lei que autoriza a fusão de duas empresas do setor de telecomunicações tem o apoio do governo
Está próxima a definição para o caso Oi-Brasil Telecom. A primeira companhia adquiriu a segunda no início do ano, em um negócio que envolveu R$ 5,8 bilhões, mas que ainda não foi oficializado por questões legislativas. O atual Plano Geral de Outorgas (PGO) da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) impede que um mesmo grupo tenha concessões em regiões diferentes e que uma concessionária compre empresa responsável por outra região sem desistir de sua primeira concessão. Nos moldes atuais, a realização do negócio é impossível.
Conforme publicado no Diário Oficial da União e confirmado pela assessoria de imprensa da Anatel, no dia 16 de outubro será promovida uma sessão pública junto ao conselho diretor da agência para deliberar sobre a proposta de revisão do PGO e sobre o Plano Geral de Atualização da Regulamentação (PGR). A sessão ocorrerá no auditório da própria Anatel, em Brasília, a partir das 08h30.
A alteração no PGO é abençoada pelo governo federal e tem suporte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que vai assumir parte do controle da nova telecom. O objetivo é criar uma gigante do setor no País, para competir com empresas como Telefónica e América Móvil (do bilionário mexicano Carlos Slim, o homem mais rico do mundo). Se aprovadas as alterações, a BrOi atingirá 46 milhões de assinanters, com receita de US$ 17 bilhões por ano.

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