Responsabilidade Social
As empresas vêm descobrindo que não basta correr atrás do lucro, mas que devem mostrar ao cliente que se preocupam com o planeta.
Nos últimos 10 anos, as empresas passam por um dilema que não diz tanto respeito ao dia-a-dia de seu trabalho e, aos poucos, vêm descobrindo que devem mostrar ao mundo que não estão apenas interessadas no lucro. À medida que o mercado torna-se mais competitivo e o consumidor mais exigente, as companhias têm a difícil tarefa de mostrar ao cliente que também se preocupam com o planeta, socialmente e ecologicamente.
Ainda lentamente, os consumidores brasileiros começam a fazer cobranças sobre o que as empresas estão fazendo na área de responsabilidade social e elas percebem que não devem satisfações apenas aos seus acionistas, mas também ao mercado, seus funcionários, à mídia, ao governo, a ONGs e, obviamente, à comunidade.
O movimento ainda é tímido, a idéia de responsabilidade social é recente, mas a pressão por transparência nos negócios tem forçado as companhias a mudarem um pouco seu foco, além disso, muita gente tem trocado um produto por outro simplesmente porque uma empresa ajuda sua comunidade, enquanto a outra não se mostra preocupada. Ou seja, empresas que mostrem uma postura mais ética têm sua imagem pública melhorada.
Se há 10 anos as conversas sobre o assunto apenas começavam, hoje, graças a atuação do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, as organizações avançaram muito no que diz respeito à maneira como conduzem seus negócios. O Instituto Ethos é responsável por assessorar diversas empresas de vários segmentos no que diz respeito a sustentabilidade e vem, nesta última década, mudando a cabeça do empresariado brasileiro.
Talvez a primeira pergunta que os empresários podem fazer é: Qual o caminho a seguir para ser socialmente responsável? Segundo Lírio Capriani, diretor do Instituto Avon, associada ao Ethos há dez anos, “a atuação do Ethos nos tem mostrado o caminho de que a sustentabilidade – econômica, social e ambiental – precisa de visibilidade. A empresa tem de ser, tem de viver e tem de ter isso em seu DNA”, afirma.
Capriani lembra que antigamente muitas das iniciativas eram voltadas para doações e assistencialismo, algumas até dissociadas do negócio. “Percebemos isso num levantamento que fizemos. E um dos princípios fundamentais é que a causa social apoiada pela empresa esteja alinhada com os objetivos comerciais da companhia”, diz.
O fato é que o Instituto Ethos é considerado uma unanimidade entre as empresas dos mais diversos setores e ajudou a formatar a política de responsabilidade social das organizações, com indicadores que se transformaram em referência em desenvolvimento sustentável.


