A arte de ouvir e memorizar da Sony

A japonesa Sony é hoje o quinto maior conglomerado de mídia do mundo (e que inclui a produtora de filmes Tri Star Internacional, entre outras empresas) e um dos seus carros-chefes é o Playstation, um dos videogames de maior sucesso no mundo e adorado por marmanjos das gerações Y e a molecada da Z. Falar que o ?Play?, como os mais jovens preferem dizer, não é exagero. Afinal, a empresa é a expoente do maior mercado de entretenimento do mundo, muito mais que o cinema.

Por: - 50 anos atrás

A Tokyo Tsushin Kogyo K.K (primeiro nome da empresa da Sony) foi fundada em 1946 pelas mãos de Masaru Ibuka e Akio Morita. Ao contrário de empresas como Nintendo e Sega, a Tókio apostou em produtos com tecnologias voltadas para o áudio e gravação. De certa forma, foi ouvindo e memorizando que a companhia chegou ao topo do mundo dos videogames.

O produto que abriu as portas da empresa para o sucesso empresaria foi a fita cassete. Aliás, a companhia foi a primeira a produzir e comercializar o produto no Japão. O produto seguinte foi ainda mais revolucionário e soou perfeito no ouvido do consumidor: era o primeiro walkman da história, lançado em 1979.

A técnica de ouvir e ser ouvido levou a nau japonesa da Sony a desbravar águas internacionais até, finalmente, desembarcar com enorme sucesso nas Américas e Europa. Os produtos eram cada vez mais singelos e sofisticados, como os primeiros rádios portáteis digitais que encantaram o mundo.
No entanto, o armazenamento de dados ainda era um dos carros chefes da empresa e que movia o setor de tecnologia da empresa. Além da fita cassete, a empresa inovou ao introduzir o mini disc e o Blue Ray. Aliás, o último está com os dias contados com o avanço do armazenamento em nuvem.
Falar em Blue Ray, aliás, é falar em Playstation dentro da Sony. Foi em 1994 que a empresa lançou o seu primeiro Playstation e acompanhou a onda dos primeiros videogames com jogos em CDs. O primeiro Play não tinha o Blue Ray, mas suscitou o debate que resultaria na nova tecnologia apenas no Playstation 3: a pirataria de jogos.

O armazenamento em CD, que a Sony fez e bem como poucas, foi a plataforma ideal para jogos complexos e revolucionários. A empresa apostou em jogos com cenários tridimensionais e deixou para trás os jogos de plataforma que tanto sucesso fez em anos anteriores, caso do Super Mário ou o Sonic. Com a evolução da qualidade dos gráficos dos jogos, ou melhor, da velocidade de processamento de dados dos games, ganharam força personagens humanos (ou quase), caso dos zumbis de Resident Evil ou dos ladrões de carro do Grand Theft Auto ou GTA, entre outros.

geração dos consoles 4

Imagem | Fernanda Pelinzon

Memory card

A evolução do Playstation não deixou de lado o amor por armazenamento da empresa. No mesmo ano de lançamento do primeiro Play surgiu o inovador ?memory card?, que, como o próprio nome diz, é o cartão de memória desenhado especialmente para o console. Por meio dele, foi possível interromper o game e jogar em outro console, o que era impossível nas gerações de videogames anteriores.

A tecnologia do cartão de memória foi incorporada também ao Playstation 2. A situação mudou do Playstation 3 em diante com o armazenamento inserido no próprio console, o que resultou em um novo negócio: a venda de versões com mais ou menos memória no HD do console.

Hoje, o Playstation 4 (e o seu concorrente, o Xbox One) são as duas principais plataformas de jogo da atualidade competidoras no mundo dos games. Ambas criaram plataformas que são mais do que videogames. Ambas possuem plataformas multitarefas que permitem o acesso às redes sociais (inclusive, ela tem a própria rede de comunicação entre jogadores), possuem plataforma para ver filmes, ouvir música e tantas outras possibilidades. Como isso tudo foi possível? Graças a capacidade de ouvir e aprender dessa gigante japonesa.

Comercial de um walkman da década de 80, da Sony.

 

E um comercial de walkman, de 1983 (em japonês)

Comercial do Playstation