Brasileiros e o mobile commerce: mercado crescente

Compras via dispositivos móveis já são bastante atraentes para o público, embora ainda existam alguns entraves nessa relação. O que falta?

 Nos últimos anos, a velocidade de ascensão dos smartphones se tornou incontrolável. O cenário que os especialistas enxergam hoje é o seguinte: a mobilidade é a forma de estar próximo ao cliente 24 horas por dia. No m-commerce, os números vão exatamente por esse caminho. 

Uma pesquisa realizada pela Pagtel junto a Mobi.life, feita pela segunda vez, analisou a relação dos brasileiros com o comércio móvel. Segundo Felipe Lessa, diretor de produtos e marketing da Pagtel, o objetivo do estudo é entender como este mercado está se desenhando e quais as principais dificuldades que as pessoas enxergam nesse processo de compra.

 

Entre os entrevistados 96% possuem smartphones, 54% já tinham seus próprios tablets e 50% possuem os dois aparelhos. Em um ano, os resultados da análise já tiveram uma mudança significativa. Em 2014, quase 70% da amostra já realizou alguma compra pelo celular ou tablet; em 2013, esse percentual era de 57%.

 

Nas compras virtuais, apesar da grande presença, os smartphones ainda perdem para o desktop. Os quesitos segurança e configuração da página no celular aparecem como entraves. Os sites das lojas tem a maior preferência, mas os meios de pagamento móveis já aparecem em segundo lugar.

Um dado curioso é que enquanto 79% dos entrevistados utilizam o computador para acessar a internet banking, 54% acessam bancos por meio de smartphones e 22% por meio de tablets. ?As pessoas estão pouco a pouco se acostumando a utilizar o celular para realizar transações financeiras e, da mesma forma que a internet banking ajudou na proliferação do e-commerce, o acesso de bancos por meio de aplicativos móveis irá ajudar na disseminação do m-commerce?, afirma Lessa.

 

Outro destaque fica para o mobile marketing. De uma forma geral, as propagandas são mais criticadas do que elogiadas. Entre os principais pontos de desaprovação estão: propaganda não autorizada pelo usuário (principalmente via SMS), conteúdo desinteressante, sensação de invasão, alta frequência de recebimento de mensagens, insegurança em relação a vírus e hackeamento, sobretudo em banners. Ao mesmo tempo, banners em sites, conforme a análise, geram bastante engajamento.

 

?O mercado de marketing está aprendendo ainda, esta replicando modelos de publicidade da internet para o móvel. Quando falamos de um tamanho de tela muito mais limitado e um modelo apenas repetido, isso tende a falhar?, explica Danilo Toledo, sócio-fundador da Taqtile.  O ideal é pensar uma estratégia nova pra uma mídia nova. Não existe nada mais evasivo que uma campanha que utiliza o SMS para chamar a atenção. Mobile marketing é um novo tipo de publicidade?, completa.

Confira o infográfico da pesquisa completa:

m-commerce

 

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