Brasileiros: somos os campeões da conectividade

Considerado “A capital universal das mídias sociais”, o Brasil tem na hiperconectividade uma oportunidade para marcas e uma mudança fundamental no comportamento de consumo

No ano passado, o Wall Street Journal declarou o Brasil como “A capital universal das mídias sociais”.  Os brasileiros são, com efeito, o povo mais hiperconectado às redes sociais. No ano passado, dobramos o tempo gasto no Facebook, enquanto em todo o resto do mundo esse tempo diminuiu em 2%. Isso pode ser atribuído ao fato de o Brasil ser o quarto maior país no mercado mobile do mundo, com 1.4 celulares por pessoa – e um fenômeno particularmente brasileiro, celulares com mais de um chip e usuários com mais de uma operadora.

Passamos mais tempo nas redes sociais do que usando e-mail, navegando ou compartilhando vídeos. Além disso, o nosso país é o segundo maior mercado mundial no Facebook, Twitter e Tumblr, abaixo apenas dos norte-americanos.

Uma nova pesquisa aponta que o Brasil está entre os três países que mais compartilham posts nas redes sociais em todo o mundo, atrás apenas da China e de Hong Kong e empatado com o México. Os dados foram levantados por um estudo realizado pela SurveyMonkey em parceria com a Social@Ogilvy, com 6500 internautas de 16 países.

71% dos brasileiros têm o hábito de dividir conteúdo com seus seguidores, atrás de 80% na China e de 73% em Hong Kong.  Os países que menos compartilham nas redes sociais são Japão (6%), Estados Unidos (15%) e Alemanha (21%).

O Brasil é indubitavelmente o país onde os internautas gastam mais horas conectados nas redes sociais, com uma média de 13,8 horas, seguido da Rússia, com 10,8 horas, e da Argentina, com 10,2. Destes internautas brasileiros, 41% compartilham conteúdo com o intuito de promoverem alguma causa, e 21%, para manterem contato com as pessoas.

As razões que levam os internautas brasileiros a compartilharem diferem de acordo com a faixa etária. 

Conteúdos com teor mais divertido são compartilhados por 40% dos brasileiros entre 18 e 29, enquanto 59% de quem tem 40 anos ou mais prefere replicar temas de caráter mais informativo nas redes sociais.

Uma fatia de 37% dos brasileiros considera a qualidade dos anúncios e conteúdos das redes sociais excelente ou muito boa, enquanto esta média cai para 23% nos outros países pesquisados.

Quando solicitados a identificar as empresas ou organizações que regularmente produzem conteúdo interessante, a maioria dos entrevistados listou empresas de tecnologia, muitas das quais não produzem conteúdo próprio, mas em vez disso são fontes para os internautas (ex: YouTube).

Isso indica que as marcas top-of-mind não são voltadas para empresas específicas, mas são lugares onde podem encontrar informação de interesse.

Pelo menos uma empresa norte-americana de tecnologia (como Google, Facebook, Yahoo ou Apple) está na lista de todos os países. Surpreendemente, o Facebook não figura na lista dos internautas norte-americanos.

A pesquisa avaliou ainda quais são os pontos, com base na percepção dos internautas, que as marcas devem levar em consideração para terem sucesso nas redes sociais. São eles: não focar em tornar-se viral; fazer com que seu conteúdo seja realmente relevante e manter-se fiel ao DNA da marca.

Ofertas são vistas como as principais impulsionadoras para que as pessoas sigam marcas. De maneira geral, quatro entre cada dez entrevistados dizem que estão abertos a publicidade (41%). Este ranking é liderado pelo México (55%), seguido por Polônia (51%), China (52%), Cingapura (48%), Brasil e África do Sul (46% cada) e Indonésia (45%).

A pesquisa levou em consideração os relatos de internautas do Japão, Cingapura, Coreia, Hong Kong, China, Indonésia, Rússia, Polônia, França, Inglaterra, Alemanha, Turquia, Brasil, México, Estados Unidos e África do Sul.

 

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