Como conexão entre público e privado pode agregar à coletividade?

Em prol do diálogo e dos direitos, evento que começa hoje discute o tema "Do diálogo à ação – empresas e governo juntos pela causa do consumidor cidadão"

Por: - 50 anos atrás

Começa, neste 24 de abril de 2014, o seminário A Era do Diálogo. Desta vez, com o tema Do diálogo à ação – empresas e governo juntos pela causa do consumidor cidadão, a proposta é mostrar como a união entre instituições, trocando informações e experiências, podem ensinar e aprender uns com os outros. 

Roberto Meir, presidente do Grupo Padrão, abre o evento lembrando que o Brasil, nos últimos vinte anos, passou por uma profunda evolução. Em 1994, não tínhamos uma economia estabilizada. O salário do consumidor derretia, e as experiências dos cidadãos como clientes eram limitadas por isso.

A comunicação, também, não era ampla. Esse fator foi transformado com a privatização do setor de telecomunicações, o que possibilitou um considerável aumento do número de consumidores. A internet, ao contrário do que acontecia nos países desenvolvidos, não fazia parte da vida dos brasileiros.

Hoje o cenário é diferente: temos, no Brasil, um grande acesso à conexão, às informações e à comunicação. O consumidor deixa, então, o estado de exclusão em que se encontrava e passa a participar de uma festa que, antes, era para poucos.

Essa festa de consumo, no entanto, é um pouco limitada por alguns fatores. O consumidor deixa de utilizar o serviço público de saúde, por exemplo, e contrata um plano – que também não funciona. Em uma terceira tentativa, experimenta o serviço privado. Dificuldades como essa percorrem setores de educação, também. E de transporte.

O consumidor e a economia, no entanto, não foram os únicos que evoluíram. “No Brasil, a defesa do consumidor evoluiu e é politica de estado”, afirma Meir. A relação entre instituições relacionadas à vida do cliente– como o governo e as empresas – atuaram, nos últimos anos, para que as relações de consumo evoluam.

A Era do Diálogo vem para colaborar e promover pontes de convergência entre aqueles que participam das relações de consumo. Aprender e ensinar, com o objetivo de agregar à coletividade – princípio que se coloca acima das vontades individuais de cada agente – são experiências com as quais o Brasil apenas ganha. “O dialogo é o único meio de dar uma contrapartida para a sociedade”, conclui Meir.

 

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