Conheça as tendências de compra para 2015

Click & collect, ou seja, comprar online, mas buscar o produto na loja física, pode ser a nova moda no varejo brasileiro. Será que pega?

De acordo com levantamento recente, realizado pelo PayPal, as compras online realizadas em dispositivos móveis devem crescer 50% em 2014, em comparação com o ano passado, movimentando R$ 7,3 bilhões. Isso quer dizer que o mobile commerce é um caminho sem volta, de acordo com Marck Krauze, fundador da Five and a Half, startup que criou o ez.mall. Trata-se de um aplicativo multifuncional inédito no mundo e que antecipa um comportamento comum na Europa e Estados Unidos: comprar por meio de smartphones.
 
O app é voltado para usuários de iPhone e dá a possibilidade de fazer compras pelo toque do aparelho, de forma simples, rápida e segura. “Alguns estudos apontam que as tendências demoram param chegar ao Brasil por volta de dois anos. Porém, o ez.mall já trouxe a tendência do mobile commerce aqui”, diz Krauze.
 
“Trouxemos o conceito do click & collect, ou seja o consumidor pode comprar um determinado produto pelo celular e retirá-lo na loja”, define. “A experiência de compra, quando realizada por ecommerce, vem depois, pois a pessoa compra algo, sem sentir ou experimentar, e só depois terá essa oportunidade. Agora as coisas vão mudar, pois a pessoa compra e já corre para a loja pegar. Se levarmos em consideração que em grandes cidades a comodidade e conveniência são fundamentais, a tendência é que isso se fortaleça e se torne muito forte em 2015”, explica.
 
“O número de smartphones não para de crescer e o mobile commerce está aí para ficar”, destaca. “Hoje em dia o varejo precisa estar atento para o conceito do omni channel, que é um caminho sem volta. Se o varejista ficar somente com a loja física, sua marca está fadada a morrer”, prevê Krauze.
 
De acordo com Krauze, o varejo é um ecossistema, no qual estão os diversos canais e todos são complementares e não excludentes, como se pensava até pouco tempo.
 
Facilidades do mobile commerce
Uma grande marca de moda infantil, que só trabalha com lojas físicas, quis implementar o ecommerce nacionalmente, segundo Krauze. Porém, precisava ter todos os números de grade nos produtos, centro de distribuição, pessoas para cuidarem da logística etc. Com o mobile commerce e ferramentas próprias para isso, o cliente simplesmente entra em seu dispositivo mobile, encontra o produto, faz a compra e a loja da cidade de moradia da pessoa envia o produto para ela. Isso tudo otimiza a entrega, a estrutura e, obviamente, reduz custos.
 
“Esse processo integrado contribuirá para que as lojas físicas voltem a ter importância, uma vez que os canais são essenciais entre si. Não acredito que a experiência de compra acabe, pois isso é como uma mágica, principalmente quando falamos em moda. Porém, cada vez mais, as pessoas vão querer agilidade e facilidades para suas compras. Quem estiver preparado para isso, estará na frente”, finaliza.

 

 

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