Loja física X e-commerce: como se comporta o consumidor?

Os smartphones parecem estar perdendo espaço para os tablets enquanto as lojas físicas estão atrativas de novo; o que está mudando a cabeça do público?

Por: - 50 anos atrás

A quantas anda o e-commerce? Os tablets estão com potencial de superar os smartphones como meio de compra. Junto a isso, o ponto de venda físico está se tornando atraente novamente para o consumidor. Paradoxal?

Segundo pesquisa da Rakuten, o uso dos dispositivos maiores para compras na rede está crescendo quatro vezes mais rápido que o uso dos compactos. O estudo sobre as tendências de compra provenientes de 14 mercados apontou que o uso do tablet cresceu 41,9%, no ano passado. Já os smartphones tiveram alta de 9,7% no mesmo período.

Fora isso, 6,1% das pessoas preferem atuar online usando o tablet, enquanto 6,8% preferem o celular. Mas este é o cenário mundial. O Reino Unido superou os EUA como principal mercado do nicho: a ferramenta é preferência de 12,2% dos britânicos entrevistados, contra 11,3% dos consumidores estado-unidenses.

No Brasil, porém, apenas 0,7% da população prefere o tablet para acesso ao comércio eletrônico, contra 2,5% ligado aos celulares. Para Ricardo Jordão, CMO da Rakuten Brasil, isto ocorre devido à praticidade, acessibilidade e ao preço, mais favoráveis na visão dos clientes locais.
 
Apesar do crescimento do m-commerce, os PCs sendo os mais usados pelos consumidores, com uma predominância de 81,8% – dispositivos móveis compõem 13,8%. No quadro brasileiro, as variações são de 90,6% e 4,8%, respectivamente.

"Nós continuamos a observar mudanças na forma como os consumidores interagem com os varejistas através de canais digitais. Os tablets possuem telas maiores e oferecem uma experiência mais agradável do que a maioria dos smartphones, no entanto, muitos varejistas não otimizam a sua presença online com aplicativos”, acredita Jordão.

Na visão da companhia, durante o último ano, alguns mercados sofreram de "fadiga social", uma ligeira queda no número de pessoas recomendando, nas redes sociais, produtos recentemente adquiridos.

Ao mesmo tempo, os resultados de uma pesquisa da consultoria de gestão Accenture deram indícios de que os consumidores estão voltando a comprar em loja física. Enquanto, em 2013, 22% das pessoas se locomoviam para os pontos de venda, neste ano a porcentagem subiu para 39%.

De acordo com a companhia, os entrevistados não estão percebendo as compras na internet de forma tão convenientes como de costume. Houve um declínio de 8% (55% versus 63%) no número de brasileiros que citaram o comodismo como a principal razão para fazer compras online.