Novos produtos, marcas perecíveis

Uma inovação não se sustenta apenas pelo quesito criatividade. Ela deve ter durabilidade e simplicidade para atingir o consumidor

Pelo menos uma vez por mês uma campanha publicitária vem anunciar o lançamento de um novo produto no mercado. Seja nacional ou importado. São itens como cosméticos, alimentos, eletroportáteis, itens de limpeza e automóveis sendo divulgados na mídia.
Mas você já se perguntou sobre o ?tempo de vida? que estes itens têm? Se eles são energeticamente eficientes e sustentáveis economicamente?

De acordo com dados da Stratégir, consultoria internacional dedicada a testes de gôndola e produtos, 30% dos novos itens lançados no mercado não sobrevivem um ano. Além disso, 70% desaparecem em até três anos.
Pensando nisso, a Enfoque, empresa brasileira especializada em pesquisa de marketing, em parceria com a Stratégir, realizou o workshop ?O que faz uma inovação ser vencedora?. Luc Milbergue, CEO da Stratégir, explicou que a diferença está nos valores que fazem parte da imagem do produto. ?Um terço das vendas são feitas com produtos que não existiam há três anos?.

Luc citou a importância de utilizar um mapa para guiar as estratégias de inovações. ?Você não consegue inovar sem um mapa estratégico e ele é divido em atitudes de uso, investigação sobre necessidades ? segmentação ? e mapeamento de preferência?.
Seis perguntas devem ser respondidas quando cria-se um produto: ?por quê?? ?Quem?? ?O quê?? ?Quando?? ?Por que não?? ?E onde??. ?Um comportamento de compra é uma resolução de luta entre a motivação e barreiras de compra?, diz o CEO, ?a motivação deve ser maior que as barreiras?.

A Stratégir existe em 30 países e Luc explica isso de forma clara. ?É preciso organizar a inovação em laboratórios locais para que se crie produtos corretos para cada públcio. É necessário trabalhar com situações específicas, não com situações generalizadas de consumo?.

Um exemplo de investimento alto ? US$5 milhões ? e insucesso foi quando a Coca-Cola lançou o refrigerante com metade das calorias, mas o mesmo gosto. ?O que as pessoas queriam era a Coca-Cola sem açúcar, não com menos teor calórico?, comentou o CEO.
E logo cita um case de sucesso: a máquina de café da Nespresso. ?É uma inovação que funcionou. É preciso abrir a mente para fazer algo diferente?. E brinca ?vocês sabem qual é o monte mais alto do mundo? O Everest. Mas e o segundo??, explicando que normalmente nós nos lembramos da marca favorita, não da segunda.

Zilda Knoploch, CEO da Enfoque, vai além quando diz que produtos como sabão em pó, leite condensado e bebida energética são lembrados por suas marcas, não por seu tipo de produto. ?OMO, Leite Moça e Red Bull são marcas como o Everest, que dão nome próprio aos produtos?.

O posicionamento e a criatividade, segundo Luc, são essenciais. ?O consumidor deve ser alcançado de maneira simples e clara?. E cita algumas grandes inovações como os produtos Nutella, Coca-Cola Zero, Nívea Q10 e Camemberet de Campagne.
Por fim, Luc lembra que uma grande inovação acompanhada de alto preço final é negativo e afirma que os produtos têm duas vidas, assim como os consumidores. ?Uma é pública e a outra é privada. É preciso ter sucesso nas duas?.






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