Por que clientes não compartilham o seu conteúdo de redes sociais?

Estratégias de mídia digital e marketing de conteúdo muitas vezes (senão sempre) incluem compartilhamento social como uma métrica para o sucesso. Criar um alto engajamento com conteúdo amplamente relacionável é um passo crucial para ganhar a atenção do público.

Mas mesmo que pageviews sejam importantes, é preciso ter uma compreensão mais profunda de por que as pessoas compartilham algo para criar um conteúdo que pode alcançar mais gente. Para saber mais sobre motivações de compartilhamento, o portal Inc. entrevistou mais de 1.000 adultos e perguntou-lhes sobre os aspectos que mais importam quando eles compartilham algum conteúdo online. Em conjunto com pesquisas sobre por que os usuários hesitam em compartilhar, agora temos uma melhor compreensão sobre como o público usa o conteúdo para falar com os outros e sobre si mesmos.

O estudo descobriu que mulheres esperam mais engajamento de seus amigos e seguidores, mas homens compartilham conteúdo com maior frequência.

 

1. Maioria é relutante em compartilhar conteúdo

71% dos usuários do Facebook censuram os próprios comentários ou mensagens que compõem, de acordo com um estudo recente realizado por pesquisadores do Facebook e da Carnegie Mellon University. Ao longo de um período de estudo de 17 dias, eles descobriram que 15,3 mil milhões de comentários e mensagens foram escritas, mas excluídas antes de serem compartilhadas.

Há muitos fatores que contribuem com esse processo de censura. Um deles é a preocupação de um usuário em saber como um comentário ou conteúdo pode refletir sobre si mesmo. Outra é a adequação de uma mensagem para os diversos círculos sociais – desde amigos a família e empregadores – que podem ser todos parte da mesma lista de contatos, portanto,  todos vêem o mesmo post.

Independentemente da causa, o ato generalizado de autocensura é uma bandeira para os criadores de conteúdo que sinaliza que as audiências são altamente seletivas sobre o que  compartilham e ativamente revisam e avaliam o conteúdo que será dividido com seus amigos e seguidores.

2.  Identidades proeminentes nos levam a tomar iniciativas

De acordo com as ciências sociais, cinco grandes categorias abrangem os aspectos de nós mesmos que ajudam a determinar como nos comportamos:

? Identidade relacional
? Identidade pessoal
? Identidade social
? Identidade superficial
? Identidade coletiva

Nós avaliamos a importância de cada fator em todas as situações sociais que enfrentamos e priorizamos esses aspectos de acordo com as nossas circunstâncias atuais. Identidade coletiva, que incide sobre os grupos de que fazemos parte, pode ser a identidade mais saliente em um jogo de futebol, mas a identidade pessoal (que gira em torno de valores e objetivos) é provavelmente a mais importante durante uma entrevista de emprego.

O ranking dessas identidades é importante para entender quando se trata de compartilhamento online. Os aspectos que são mais sobressalentes nas mídias sociais determinam o tipo de conteúdo que  são mais propensos a compartilhar. Quanto mais o seu conteúdo ajudar a  ampliar a forma como eles querem ser vistos, mais shares seu conteúdo ganhará.

3. Usuários querem ser vistos como bons amigos

84% dos entrevistados disseram que “ser um bom amigo para aqueles que me interessam” é um fator importante quando usam uma rede social; 20% disseram que seus relacionamentos são “extremamente importantes”. Estas preocupações de identidade relacional foram as mais relevantes em todas as gerações, mas notavelmente maior entre aqueles na faixa dos 65 anos de idade.

Os criadores de conteúdo ganharão o máximo de aderência através da construção de campanhas que ajudem as pessoas a se relacionar enquanto compartilham. O BuzzFeed encontrou o sucesso online exclusivo com esse insight, de acordo com Ze Frank, chefe de vídeo do BuzzFeed, e incidindo sobre o conteúdo que incentiva os usuários a compartilhar e dizer: “eu te conheço, eu gosto de você”.

4. Compartilhar metas e valores

Depois de suas amizades, 63% dos usuários dizem que os seus valores, objetivos e sonhos – aspectos da identidade pessoal – foram as próximas preocupações mais importantes na sua lista. Isso foi particularmente verdadeiro para as gerações mais jovens; tanto Millennials mais jovens quanto mais velhos classificaram fatores de identidade pessoal mais elevados do que os grupos mais velhos.

É importante notar que, enquanto os valores foram altamente classificados, a religião foi classificada como o fator menos importante neste estudo. Aliás, 55% dos entrevistados classificam esse fator como “não importante” quando consideram a possibilidade de compartilhar conteúdo. Especialistas de marketing de conteúdo podem querer abordar conteúdos relacionados à identidade pessoal a partir de ângulos de citações inspiradoras em vez de a partir de um ponto de vista de afiliações religiosas ou políticas.

Leia aqui o white paper completo com todas as conclusões do estudo

* Com informações do Inc.

 






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