Última chance para comprar os polêmicos ingressos da Copa

Quase 200 mil tíquetes para 54 jogos foram colocados à venda na manhã de ontem (15). Em todas as etapas, já foram vendidos 2,5 milhões de ingressos, 65% para brasileiros

Por: - 50 anos atrás

No dia em que movimentos sociais programaram o 5° ato dos protestos “Não vai ter Copa” no Rio e em São Paulo, a FIFA iniciou a última fase da venda de ingressos para a Copa do Mundo no Brasil. Faltam 58 dias para o evento. Nessa etapa, foram disponibilizados 199.519 tíquetes para 54 jogos.

A FIFA ainda não se pronunciou sobre a acusação de que seus critérios sobre os sorteios de ingressos não estariam claros no regulamento ou sobre as eventuais taxas de cancelamento pagas por espectadores que decidiram devolver seus ingressos.

Até agora, 2.577.662 ingressos já foram disponibilizados durante todas as etapas de comercialização. Do total, 65% foram reservados para os brasileiros e 35% para estrangeiros. Os ingressos são comprados pelo site FIFA.com e nos Centros de venda das sedes.

Ingressos para 54 jogos estarão disponíveis neste período de compra por ordem de encomenda. A FIFA orienta que os torcedores não comprem ingressos em qualquer outro canal de compra que não o da organizadora oficial por conta do risco de fraudes.

Já não dá mais para assistir dez dos 64 jogos: a final e o de abertura – Brasil x Croácia, México x Camarões, Inglaterra x Itália, Argentina x Bósnia, Brasil x México, Espanha x Chile, Camarões x Brasil, Croácia x México e Austrália x Espanha. Para os outros todos, ainda há ingressos.

Para comprar lotes dessa última fase, o espectador pode utilizar apenas cartões de débito e crédito – não haverá opção de pagar com boleto bancário. O Brasil permanece sendo o país com mais ingressos adquiridos (1.041.418), seguido pelos Estados Unidos (154.412), Austrália (40.681), Inglaterra (38.043) e Colômbia (33.126). 

Ao todo, 261.988 ingressos foram vendidos com desconto para beneficiários do Bolsa Família, idosos e estudantes. Cerca de 50 mil ingressos foram distribuídos entre os operários dos estádios da Copa.

Polêmica

Em outubro do ano passado, o Procon do Rio de Janeiro entrou com ação coletiva contra a FIFA por conta do processo de venda de ingressos para a Copa do Mundo. Os torcedores que se sentiram lesados alegam que a FIFA não teria divulgado as regras do sorteio. A entidade teria faltado com o dever de transparência no caso das taxas de cancelamento no caso de o espectador voltar atrás na sua decisão de comprar o tíquete. 

No Código de Defesa do Consumidor, consta que qualquer produto comprado pela Internet pode ser devolvido sem qualquer tipo de ônus. Além disso, o Procon do Rio sustenta que os critérios utilizados no sorteio não estão claros. No primeiro prazo para solicitação de ingressos, foram registrados mais de seis milhões de pedidos, número seis vezes maior do que a demanda.

Fotos: Arena da Amazônia, com arquitetura inspirada na floresta e Arena Dunas, em Natal (RN)

 

Leia mais:

Suspensão do CDC na Copa é bola fora para o consumidor

 

Figurinhas patrocinadas: estratégia comercial ou consumidores lesados?

Copa do Mundo: como minimizar os danos ao consumidor