Camisetas polêmicas agitam cenário da Copa do Mundo

Por causa de estampas irreverentes em camisetas, Adidas e Coolcat tiveram que suspender as vendas dos produtos e Sérgio K foi acusado de homofobia

Três marcas de camiseta tiveram problemas com suas estampas no mínimo polêmicas nas camisetas. Primeiro, em fevereiro, a Adidas queimou seu filme com o Governo Federal em camisa que faz alusão sexual ao Brasil. No começo desse mês, o estilista Sérgio K criou camiseta chamando Maradona de ‘maricón’ e Cristiano Ronaldo de gay. Semana passada, a marca holandesa Coolcat foi obrigada a retirar suas camisas da loja que traziam a palavra ‘merda’ junto à bandeira brasileira.

E agora? As imagens da Adidas, Coolcat e Sérgio K estão arranhadas ou a exposição na mídia causada pela polêmica acabou dando retorno publicitário?

Coolcat e seus palavrões

As camisas Coolcat não sacaneavam só o Brasil. Era uma linha voltada para a Copa do Mundo que oferecia ainda a camisa da Itália com a palavra ‘cazzo’, a inglesa com ‘bastards’ e a espanhola com ‘puta’. Brasileiros que moram fora do País protestaram contra a empresa e compartilharam as fotos dos produtos nas redes sociais. 

A bagunça generalizada atingiu até uma empresa brasileira que também chama Coolcat. Depois de muitos xingamentos recebidos por internautas, a empresa – que é de Brasília – teve que publicar uma nota em seu site esclarecendo que não tem qualquer ligação com a Coolcat original. Já a holandesa, se defendeu publicando em seu Facebook que “utiliza a linguagem do povo e dos próprios jovens” e criou um banner “Coolcat loves everyone”. É o morde, assopra.

Além de Maradona e Cristiano Ronaldo, o estilista Sérgio Luiz Kamalakian Savone, o Sérgio K, xingou mais jogadores de futebol em sua grife. Mario Balotelli, atacante da Itália foi chamado de ‘loser’ (perdedor), o argentino Lionel Messi, de ‘cabrón’ (o equivalente a babaca) e o francês Zinedine Zidane, já aposentado, recebeu a inscrição ‘Zidane is over’ (ultrapassado). O estilista não brinca em serviço e tem mais camisetas polêmicas, entre elas uma com Jesus e a frase ‘Vodka for all’ (Vodka para todos).

 

Adidas ‘queima’ o filme

Em fevereiro desse ano, a marca alemã Adidas passou dias difíceis. Escolheu mal a estampa de uma camiseta e pagou caro por isso. Em um dos desenhos, o ‘I Love Brasil’ sugere um biquíni cavado no meio do coração. No outro, uma mulata também de roupas de praia está ao lado da inscrição ‘Lookin’ to score’, expressão que em inglês pode tanto ser traduzida como ‘marcar gols’ quanto ‘pegar uma mulher’.

A frase é comum em camisetas de torcida, mas ninguém quis nem saber. Enquadraram a Adidas, que é patrocinadora oficial da Copa do Mundo. A presidente Dilma Rousseff publicou em seu twitter que o País está ‘pronto para combater o turismo sexual’, a Secretaria de Direitos Humanos publicou nota condenando a comercialização do produto e a Embratur entrou em contato com a empresa para retirar do mercado as camisetas.

A Adidas não pensou duas vezes: obedeceu e suspendeu a venda em seu site e nas lojas de todo o mundo, justificando que a ‘opinião do consumidor é acompanhada de perto’. Quem comprou, comprou. Agora é possível que as camisetas, que foram vendidas por cerca de US$ 20, virem relíquia nos sites de compra e troca de produtos.

O Ministério do Esporte fez até o esforço de criar uma estampa que poderia substituir as duas que foram motivo de polêmica. Numa delas, uma baiana aparece ao lado da inscrição “We Love Brazil”. Na outra, o biquini cavado no meio do coração é substituído por um singelo sorriso. Como tudo o que acontece no Brasil nesse ano, a notícia correu o mundo inteiro, sendo repercutido por grandes redes como o The Guardian, Nytimes, BBC e CNN.

Em todo o material voltado para turistas, consta o Disque 100, serviço de denúncia contra a exploração sexual. O Disque é mantido pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos, que recebe denúncias sobre violação de direitos humanos no País. O objetivo é levar o Disque 100 ao conhecimento da primeira ponta da cadeia do turismo internacional, o operador que vende pacotes no exterior.

Até o prefeito de Manaus

Em janeiro, um mal estar atingiu o prefeito de Manaus, Artur Virgílio. Depois de um encontro com o embaixador da Inglaterra Alex Ellis, postou uma frase no mínimo estranha em seu twitter. O embaixador teria dito que os ingleses pensam que no Brasil, há animais silvestres andando no meio da rua. Ele respondeu. “Aqui nas ruas eles não encontrarão onças, mas sim gatas”. Pegou mal. 

O tweet de Artur Virgílio, em janeiro:

Sugestão de estampa do Ministério do Esporte:

As camisetas, quando ainda estavam à venda no site da Adidas:

Camisas de Sérgio K:


Camisas da Coolcat:
 

Coolcat e seu ‘amor’ por todos os países depois da polêmica


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