Isso a Amazon não consegue fazer!

Foi esse o título de uma das palestras aqui no Big Show do NRF. Essa gigante do ecommerce sempre atrai a atenção e a sala, obviamente, lotou. Lee Peterson, da consultoria WD, especializada em experiência de compra, comentou sobre a pesquisa conduzida pela empresa para entender melhor os pontos fracos e fortes das compras físicas e online, especialmente entre os millenials (jovens adultos). E cunhou: ?Hoje a loja física está ganhando, mas não por muito tempo?.

Seu argumento está fundamentado na descoberta da pesquisa que diz que os jovens adultos de hoje valorizam características das compras online (como recomendação, comparação de preços e opções ilimitadas) numa intensidade maior daquelas características que os fazem comprar na loja (como levar a compra na hora, tocar e sentir o produto, e contar com a ajuda de vendedores). Pasme: entre os millenials, as vantagens da loja como experiência de compra e presença de vendedores perderam relevância. ?Ouvimos relatos como: ?os vendedores não sabem nada de nada sobre os produtos??, contou reforçando: ?Se o papel dos vendedores não for reinventado eles não serão capazes de fazer a diferença que a loja precisa para ganhar a competição contra o ecommerce?.

Cruzando as porcentagens entre o que os millenials mais valorizam, puxam a lista: diversidade de opções (web), recomendações de outros consumidores (web), possibilidade de levar a compra na hora (loja), e facilidade em comparar preços (web). Pelo menos entre este público americano este canal está ganhando ? entre as quatro apenas uma característica é o forte da loja.

Como virar o jogo? ?A loja do futuro será híbrida, misturando possibilidades para a compra online e retirada na hora; será desenhada para o contato visual e estímulo à conversa e educativa com ambientes que incentivam o conhecimento sobre os produtos à venda?, disse Peterson. ?Quanto mais a loja se assemelhar a um depósito, mais força a Amazon terá?, disse usando como fechamento a frase de Sam Walton, do Walmart: ?É fácil competir conosco, apenas faça o que não fazemos?.




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