O super (e catastrófico) recall da GM

Com essa convocação, já chegam a 6 milhões o total de carros da marca com defeito. A empresa também mais que dobrou o impacto estimado do recall no resultado do primeiro trimestre, para US$ 750 milhões  

A General Motors sofreu um mega recall, com uma investigação conduzida por parlamentares dos Estados Unidos. Isso se deve aos defeitos encontrados em veículos por todo o mundo e que podem ter causado a morte de 13 pessoas.

Um detalhe “interessante” é que o recall demorou mais de uma década para ser convocado. A presidente da montadora, Mary Barra, esteve no Congresso dos Estados Unidos para se explicar sobre a demora. Aos deputados, ela anunciou a contratação de um advogado especializado em indenizações em grandes desastres.

A audiência ocorreu um dia depois de a montadora anunciar mais um recall, desta vez de 1,3 milhão de veículos ao redor do mundo para consertar problemas no sistema de direção. Com essa convocação, já chegam a 6 milhões o total de carros da marca com defeito. A empresa também mais que dobrou o impacto estimado do recall no resultado do primeiro trimestre, para US$ 750 milhões.

Durante a audiência, Mary Barra lamentou profundamente a omissão por parte da montadora, após uma série de declarações agressivas de parlamentares,. No entanto, ela ofereceu poucas informações novas sobre como e por que a GM repetidas vezes se omitiu na solução do problema com a chave de ignição nos modelos Cobalt da Chevrolet e de outros carros compactos da companhia, apesar da condução de diversos estudos internos a respeito desde 2001.

A GM começou a convocar veículos com problemas em fevereiro, quando engenheiros descobriram problemas na ignição do Chevrolet Cobalt modelo 2005. O defeito desliga o carro repentinamente, cortando a energia para air bags e freios.

 

* Com informações do Estadão
 




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