Vendas no varejo crescem quase 10% em novembro

Projeção do IDV é de 5,5% de aumento real para dezembro, 7,7% para janeiro e 9,2 para fevereiro

O Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) divulgou nesta semana seu Índice de Antecedente de Vendas (IAV), estudo realizado todos os meses com as 46 empresas varejistas de diferentes setores (alimentos, eletrodomésticos, móveis, utilidades, higiene e limpeza, cosméticos, materiais de construção, medicamentos, vestuário e calçados) associadas à entidade.

Esse tipo de índice que abrange resultados e projeções é importante para que o varejista consiga enxergar o mercado de forma holística. É útil no momento da tomada de decisões para o ano que vemos.

Os números comprovam a renitente recuperação econômica do varejo no País no segundo semestre. Novembro registrou alta de 9,8% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Os motivos elencados para o bom resultado são: o IPI para móveis e eletrodomésticos continuar baixo, o sucesso do ?Black Friday? há algumas semanas, a inflação estar estável, o nível salarial dos brasileiros manter-se em constante aumento, assim como os níveis de emprego e renda.

E as estimativas para os três próximos meses também são boas. Os especialistas do IDV esperam que dezembro tenha crescimento de 5,5%, janeiro, 7,7% e fevereiro, 9,2%. Isso em aumento real.

De acordo com o instituto, isso quer dizer que os consumidores estão deixando as compras de maior valor para o começo de janeiro, justamente a época de promoções mais intensas e preços mais baixos.

Segmentando por produtos, no tocante aos não duráveis, os números são mais modestos para o final do ano, mas superiores nos dois primeiros meses de 2014. 7,4% em novembro, 1% em dezembro, 11,2% em janeiro e 15,5% em fevereiro.

 Os semiduráveis (vestuário, calçados, artigos esportivos e livrarias) foi a categoria com melhor desempenho: 11,7 em novembro, 11,9% em dezembro, 9,6% em janeiro e 10,4% em fevereiro.

Na coletiva para a imprensa, Flávio Rocha, do IDV, Ricardo Meirelles e Marcos Gouvêa, da GS&MD explicaram que o mês de novembro foi marcado pela continuidade de um estrangulamento monetário do Comitê de Política Monetária (Copom), que aumentou a taxa básica de juros de 9,5% para 10% ao ano. Foi o maior nível desde janeiro de 2012.

Os associados ao IDV projetam 4,3% do total do faturamento das empresas em investimentos para 2014. Esse total será dividido em novas lojas (2,5%), reforma de unidades já existentes (0,6%), logística (0,5%), TI (0,5%), infraestrutura e administração (0,1%) e outros (0,2%).






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