Megaestudo avalia riscos de celular a crianças

70% dos britânicos de 11 ou 12 anos têm celular. No Brasil 38,8% das crianças possuem celulares próprios e 23,4 % usam celulares de pais ou irmãos

A Grã-Bretanha está lançando uma ampla pesquisa para averiguar se celulares e outras tecnologias sem fio afetam o desenvolvimento mental de crianças. O estudo – financiado por governo e indústria – vai monitorar 2.500 crianças de 11 e 12 anos. Testes de sua capacidade cognitiva – como habilidades de pensamento, memória e atenção – serão feita e, depois, repetidos em 2017 para comparação.
 
Segundo a Organização Mundial de Saúde, pesquisas nesta área são de "máxima prioridade".
Mais de 160 escolas secundárias ao redor de Londres vão receber convites para inscrever alunos para o estudo.
 
Os pesquisadores dizem que "muito pouco" se sabe sobre o impacto que essas tecnologias têm sobre as crianças. Grande parte da investigação sobre o uso de celulares tem se concentrado em adultos e, em particular, no risco de câncer no cérebro. Nenhuma evidência de dano foi identificada até a agora. No entanto, o serviço de saúde britânico, o NHS, aconselha que crianças com menos de 16 anos usem telefones celulares apenas quando for essencial.
 
 

Escolhas melhores
 
A teoria dos pesquisadores é de que o cérebro das crianças pode ser mais suscetível por ainda estar em desenvolvimento.
 
Esta pesquisa – liderada pelo Imperial College London – vai colocar essa ideia à prova, analisando dados das operadoras e questionando as crianças e seus pais sobre o uso de telefones celulares e dispositivos sem fio, como tablets.
 
A faixa etária de 11 a 12 anos é particularmente importante porque muitas crianças ganham celulares nessa idade na Grã-Bretanha, quando iniciam o ensino secundário. Cerca de 70% de integrantes desse grupo de idade possuem um celular.
 
Segunda a pesquisadora que lidera o estudo, Mireille Toledano, o conselho aos pais é baseado no princípio da precaução, dado que não há qualquer conclusão ainda sobre se os celulares causam ou não danos. Ela diz que o estudo é importante para que o governo possa adotar políticas melhores e pais e filhos tenham mais informações para fazer suas escolhas.
 
 
No Brasil, 38,8% das crianças possuem celulares próprios e 23,4 % usam celulares de pais ou irmãos, enquanto 74,7% dos adolescentes possuem celulares próprios.
 
A Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Canadense de Pediatria afirmam que crianças de 0 a 2 anos não devem ter nenhuma exposição à tecnologia, crianças de 3 a 5 anos devem ser limitadas à uma hora de exposição por dia e crianças e adolescentes de 6 a 18 anos devem ser restritas a duas horas por dia (AAP 2001/13, CPS 2010). Crianças e jovens usam de quatro a cinco vezes a quantidade de tecnologia recomendada, provocando consequências graves e, em muitos casos, colocando suas vidas em risco (Fundação Kaiser 2010, Active Healthy Kids Canada 2012). Veja a pesquisa Zone’in Fact Sheet na íntegra. 
 
* Via BBC, com informações do Brasil Post
 
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