O valor do desafio do balde de gelo

Objetivo do desafio que virou febre é arrecadar fundos para pesquisas ligadas ao tratamento da Esclerose Lateral Amiotrófica

Presidentes, cantores, atletas, estrelas de cinema e televisão e milhares de pessoas comuns. Com a ajuda providencial da internet, o ?desafio do balde de gelo? se popularizou e chegou aos quatro cantos do globo.

O desafio foi criado originalmente com o objetivo de aumentar as doações para o financiamento de pesquisas ligadas a esclerose lateral amiotrófica (ou doença de Lou Gehrig), uma das mais graves doenças degenerativas.
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A Associação ALS, uma das entidades que vem sendo beneficiada pelo desafio, informou que recebeu US$ 88,5 milhões (cerca de R$ 200 milhões) a partir do final de julho, enquanto no mesmo período do ano passado a arrecadação totalizava bem menos – US$ 2,6 milhões (R$ 5,9 milhões).

“Há apenas uma semana, as doações chegaram a US$ 22,6 milhões (R$ 51 milhões)”, disse a organização. “Em apenas sete dias, as doações subiram, em média, US$ 9 milhões (R$ 20,3 milhões) por dia”.

Também segundo a associação, esse dinheiro veio tanto dos doadores existentes quanto dos quase 2 milhões de novos contribuintes.

Nas últimas semanas, o “desafio do balde de gelo” tornou-se um fenômeno popular em redes sociais, impulsionado pela participação de figuras conhecidas da política, esportes e entretenimento.

A lista inclui o ex-presidente George W. Bush, o cantor Justin Bieber, o bilionário Bill Gates, o fundador do Facebook Mark Zuckerberg e o atacante do Barcelona Neymar.

Alguns, como é o caso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, optaram por doar, mas não se molhar.

O desafio atraiu críticas de quem acredita que jogar água sobre si mesmo banaliza uma doença delicada, de quem se queixa do desperdício de água ou mesmo de quem alerta sobre os riscos potenciais para a saúde.

Além disso, opositores do aborto nos Estados Unidos, incluindo lideranças católicas, vêm desencorajando a participação de fieis dado que a ALS apoia a pesquisa com células-tronco embrionárias.

Como essas células derivam de um embrião e em seguida são descartadas, grupos pró-vida dizem que o processo é um atentado contra a vida humana.






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