Brasil é o país mais ativo em fusões e aquisições na América Latina

Desvalorização do real e protestos fizeram com que os investidores colocassem o pé no freio. Movimentação foi grande, mas poucas operações foram concluídas

Diante de um cenário de incertezas econômicas, o ano de 2013 não foi agitado como se esperava no ramo de fusões e aquisições no Brasil. Com o final do ano de 2013, é seguro dizer que o mercado de fusões e aquisições na América Latina não testemunhou um grande declínio nas transações, mesmo sendo o ano mais fraco desde 2009 (US$ 74.4 bilhões). Durante o ano, 611 transações no valor de US$ 86.4 bilhões foram anunciadas. Comparado ao ano de 2012 (US$  117.6 bilhões, 667 transações), houve uma redução de 26.5% no valor das transações e redução de 8.4% na quantidade de transações, é o que aponta o relatório mensal com o panorama da indústria de M&A no Brasil, América Latina e no mundo, realizado pela Merrill DataSite em parceria com a consultoria Mergermarket

Fatores como a desvalorização do real e os protestos do segundo semestre fizeram com que os investidores colocassem o pé no freio. Segundo o advogado João Rocardo de Azevedo Ribeiro, especialista na área, em entrevista à Folha de S. Paulo, apesar do movimento ter sido intenso, poucas negociações foram efetivamente concluídas.

Energia, mineração e serviços públicos foram os setores dominantes no segundo  semestre de 2013 (US$ 13.2 bilhões , 50 transações), representando um market share de 27.7% em relação ao valor da transação. O segundo setor mais ativo por valor de transação foi o setor de consumo, com 40 transações avaliadas em US$ 6.8 bilhões, uma porcentagem de 14.3% no market share.

O Brasil manteve a sua posição como o país mais ativo na região com 169 transações no valor de US$ 27.9 bilhões anunciados no segundo semestre de 2013, um aumento de 32.8% se comparado ao mesmo período em 2012 (US$ 21 bilhões).

Esta tendência positiva é encorajadora ? o mercado de fusões e aquisições teve um aumento nas atividades apesar da realização de protestos sociais e volatilidade da moeda, assim como aumento dos índices de inadimplência na América Latina, após Eike Batista, magnata brasileiro, declarar falência.

 




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