Copa do Mundo pode ser gol contra para os negócios

O maior evento de futebol do mundo pode prejudicar o setor varejista e empresas de shopping. Já na Bolsa, o momento é bom para compra de ações nesses setores

O legado que todos nós esperamos com a realização da Copa do Mundo de Futebol 2014 no Brasil tem levantado algumas análises contundentes sobre o seu real impacto econômico para o Brasil.

Avaliando o cenário de queda das ações brasileiras na bolsa, de acordo com o economista Daniel Utsch, diretor da área de análise da Fator Corretora, eventos que deveriam ser significativos economicamente para o país, como a Copa, poderão afetar negativamente empresas de shopping e alguns setores varejistas. ?Muitas regiões metropolitanas, que irão sediar jogos, a Prefeitura decretará feriado o que prejudicará o comércio?, diz Utsch.

Por essa ótica, a recuperação de dias úteis e da atividade produtiva dependerá, em tese, da performance da nossa seleção em campo – quanto antes o Brasil perder melhor economicamente para o país.

Já para o mercado de ações o momento é favorável para investimentos. De acordo com Utsch, ações de empresas de shoppings e setor varejista estão com bons preços. ?As ações nestes setores caíram muito, os resultados das empresas pioraram, mas entendemos que não é para tanto. O mercado exagerou um pouco na queda e os preços estão ficando atrativos?, disse o economista em entrevista à rádio CBN Brasil.

De acordo com Utsch o avanço do consumo para este ano sofrerá um arrefecimento econômico principalmente no crédito e nos setores varejistas mais expostos a classes C e D. ?Vemos as empresas mais focadas em rentabilidade, melhoria no mix de produtos, venda por metro quadrado e menos em número de lojas aberta, o que caba melhorando as margens de lucro?, analisa. Para o economista as empresas estão sabendo se reinventar em um cenário de consumo com perspectiva de enfraquecimento.

Reinvenção será a palavra de ordem para esses setores mais vulneráveis a dinâmica inversa da Copa de 2014. Comércio fechado é comércio que não vende. Se por outro lado existem empresários excitados com a chegada do evento da Fifa há uma preocupação de lucros baixos para outras camadas da economia. Dentro das quatro linhas a expectativa do povo brasileiro é de vitória canarinho, mas fora dela é insuficiente para gerar massa crítica positiva sobre o crescimento do PIB brasileiro.

Com informações do portal CBN Brasil.




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