Tendências em soluções para PDV

Entre os dias 16 e 20 de fevereiro, Novarejo faz parte da caravana do Popai na Euroshop; evento traz as principais novidades em soluções para ponto de venda  

Mais de cem mil pessoas são esperadas na Euroshop 2014, feira e congresso que foca em soluções para ponto de loja, como design e arquitetura, iluminação, tecnologia, visual merchandising entre outras. O evento acontece a cada três anos, aqui em Dusseldorf e reúne mais de dois mil expositores (a ultima edição somou 107 mil visitantes).
 
Nessa primeira manha, o Popai organizou duas palestras exclusivas para o grupo brasileiro, uma com o presidente da organização Richard Winter, e outra com Ulrich Spaan, da EHI Retail Institute. Ele falou sobre as recentes movimentações do mercado de consumo alemão, como a sucessiva diminuição do dinheiro gasto com varejo (pessoas gastando mais com turismo, educação e entretenimento), e o fenômeno das lojas “hard discount” (focadas em preço baixo). Silvio Laban, professor de gestão do Insper em São Paulo, lembrou que estas tendências também são sentidas no Brasil.  “Lá também assistimos a uma proliferação das lojas cash and carry, que tem como principal apelo o preço”. Enquanto estas lojas crescem de tamanho, contou Spaan da EHI, as de supermercado ficam menores. “É o fenômeno inverso”, frisou ressaltando que o tamanho méio de uma loja hard discount na Alemanha (a Lidl é o principal exemplar) passou de 600 m2 em 2008 para 2mil m2 em 2012. O sortimento, assim como a oferta de marca própria e serviços, tambem cresceu – uma loja deste segmento pode ultrapassar os 3 mil itens.
 
Os supermercados têm a difícil tarefa de competir com estes templos de preço. Segundo Spaan a unica saída para eles (que vem encolhendo de tamanho ao longo dos anos), é focar em soluções e diferenciais. Ele deu alguns exemplos, como o Emmas Enkel (já falamos deles por aqui) , que oferecem vários canais de compra integrados: é possível comprar na loja ou na internet e mandar entregar em casa, pedir pelo telefone, comprar pela vitrine via codigo QR (quando a loja já fechou), retirar na loja, enfim qualquer combinação acima e possível. Ou o mercado Kochhaus que oferece todo dia uma receita simples de refeição, para quem tem pouco tempo para cozinhar. Logo na entrada uma mesa com todos os itens que a dona de casa vai precisar para cozinhar o jantar do dia, nas porções certas; ela não precisa vagar pela loja procurando os itens e pensando em possibilidades – esse trabalho já foi feito. “É economia de tempo para este consumidor e ele valoriza isso”, ressaltou Spaan.
 
O executivo deu outros exemplos marcantes do varejo alemão, como a loja de esportes Globetrotter Outdoor que oferece uma experiência marcante de visita (possui lago artificial para testar canoas, piscina, câmara fria e de chuva para testar roupas de neve, trilha, escalada etc); ou o da nova loja conceito da C&A em Dusseldorf. Nela, há um espaco exclusivo para quem comprou online. Serve tanto para quem comprou no site e veio retirar, como quem deseja trocar ou devolver a peca – há provadores exclusivos. Segundo Spann esta é uma maneira da rede testar o conceito multicanal e observar como ele será usado pelo consumidor.
 
Nos proximos dias traremos as novidades (muitas) captadas na feira de exposição, com foco em vitrines, displays e visual merchandising.  




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