Provocando uma ruptura com o tradicional

Stand da Re.Lab na Euroshop, estimula um pensamento para fora do convencional com instalações que pregam soluções mais instintivas para as lojas

 

More Art Less MatterA Re.Lab é uma iniciativa da universidade Fachhochschule, em Dusseldorf, que estimula estudantes a criar soluções de design e arquitetura para um varejo mais futurista. E o stand da Re.Lab na Euroshop era justamente isso, um desfile de ideias – algumas propostas já são, inclusive, realidade em lojas pelo mundo. Como a da designer Nadine Nebel, que propõe uma série de placas pretas em movimento, que lado a lado compoem um piso em movimento, refletindo a luz e dando destaque ao produto em exposiço -as placas podem compor uma parede também.  

Outro projeto de estudantes pretende quebrar a mesmice da vitrine: “More art, less matter”, é seu nome. O argumento: “as vitrines continuam um fator poderoso de atração, de atenção e desejo de quem passa a frente, mas o design é pobre. As vitrines são, geralmente, abarrotadas de itens e não enfatizam um produto em especial. O exército de padronizacao de vitrinistas criam clones e não há nada de novo em experiência visual. Propomos diferentes cenários para surpreender e estimular expressões faciais em quem passa pela vitrine”, dizem os estudantes que se se inspiram em obras de arte para criar vitrines mais, digamos assim, emocionantes.

Outra ideia vai pelo mesmo caminho: estimular os sentidos. No teto, vários balões que podem ter em seu interior brindes ou cupons de desconto, mas para ter acesso o consumidor deve pular numa cama elastica e alcancá-los no topo. A intenção e quebrar a inércia de quem entra na loja, fazer com que o consumidor participe do ambiente e interaja com ele. Novamente, a explicação é enfatica: “Vivemos a cultura dos caçadores de barganha, estamos acostumados a correr pelo melhor preço. Nao caçamos o urso mas a maneira mais barata de atirar nele. Perdemos nosso sentido básico de caçador?”, questionam os estudantes. Batizada de Shop Hoper (ou consumidor pulador), pretende combinar um ato físico (do pulo) a tendência crescente da gamification (que prega jogos e entretenimento para envolver o consumidor com sua marca). Será que a promessa de um brinde ou desconto dentro de um balão fará o consumidor “pagar o mico” de pular em frente a um monte de gente dentro de uma loja? Ou seja, até que ponto realmente somos “caçadores de barganha” quando temos que deixar este traço bem evidente?

Por fim, uma nova forma de expor eletrônicos. Não deitados numa mesa ou prateleira, mas sim compondo um manequim cyborg – definido pelos estudantes da Re.Lab como um hibrido de máquina e organismo vivo. “Pessoas que possuem partes de seus corpos complementadas por componentes artificiais”. E assim, celulares estão expostos como parte de um braço, um aparelho de som se encaixa no tórax, e por aí vai (veja nas fotos). Bem interessante!

A jornalista viajou a convite do Popai Brasil




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