Brasil é ?menina dos olhos? de investidores

Grandes redes internacionais enxergam no país uma grande oportunidade de expansão. Investimento no setor pode ultrapassar os R$ 7 bi em 2014

Muito embora nosso país esteja envolto em um furacão de polêmicas, entre grandes apostas, medo e alguma especulação, ainda somos os queridinhos dos investidores.

Uma pesquisa realizada no final de 2013 pelo Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), com 46 grandes empresas do setor, entre revendas de artigos de vestuário, eletroeletrônicos, materiais de construção e supermercados, apontou que as grandes redes varejistas planejam investir R$ 7,8 bilhões em 2014, a maior parte para abertura de lojas (58,1%) e reforma das existentes (13%), revela pesquisa do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), que reúne 46 grandes empresas do setor, entre revendas de artigos de vestuário, eletroeletrônicos, materiais de construção e supermercados. Em 2012, o investimento foi um pouco menor: R$ 6,1 bilhões, mas para um universo de 38 empresas.

Outro estudo,  realizado e divulgado pela consultoria A.T. Kearney em janeiro aponta o Brasil como líder no ranking dos países mais atrantes para investimentos no setor varejista. É a terceira vez consecutiva que o país aparece como o primeiro colocado no estudo feito pela consultoria, que analisa, desde 2002, os índices globais de desenvolvimento no varejo.

Uma dessas empresas é o Carrefour, que em 2015 planeja abrir capital no mercado brasileiro. Antes disso, no entanto, a varejista francesa faz planos de investir pesado no Brasil. O país liderou a rentabilidade da rede em toda a América Latina e, segundo o próprio grupo, além da França, os 2,5 bilhões de euros, previstos para o ano, serão aplicados no Brasil e na China.

A rede, inclusive, pode buscar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no Brasil em 2015, segundo o presidente-executivo da segunda maior rede varejista do mundo, Georges Plassat, de acordo com informações da Reuters.

Informações doValor apontam que a Home Depot, rede de lojas de artigos para casa – com US$ 75 bilhões de receita em 2013 – e a Ikea – varejista de móveis de objetos de decoração, cujas vendas anuais giram em torno de ? 30 bilhões – podem adquirir operações no Brasil para obter de forma mais rápida número maior de pontos já instalados. Outra rede que deve aportar novamente em terras brasileiras é a Sears, que pode retornar no formato de franquia.

* Imagem | Satoshi Kambayashi – The Economist




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