Um viva à cultura gamer e geek

Já olhou ao seu redor e reparou a quantidade de elementos de jogos de videogames ao redor? Ao passear em um shopping center é possível notar um certo Super Mário dando uma força nas vendas do McDonald?s, lanchonete que já havia usado o famoso jogo de tabuleiro Monopoly durante a Copa do Mundo, no Brasil. Ao mesmo tempo, a concorrente Burguer King também apostou suas fichas no Angry Bird, os tais simpáticos e raivosos personagens que ganharam fama nos celulares e tablets. E isso sem mencionar o uso do Pac Man, entre outros.

Há inúmeros outros exemplos de personagens dos games ao nosso redor. Mas, afinal, por que os videogames exercem tanta influência na vida de tantos consumidores? Uma resposta possível é que o mesmo adulto que esbofeteia outro na fila do McDonald?s em busca de um suvenir do Mário foi a criança que jogou o game nas décadas de 1980. Mesmo que elas tenham experimentado e abandonado esse tipo de diversão eletrônica ainda cedo, a imensa maioria saberia reconhecer o Super Mário e até o Pac Man à distância. É algo que remete à infância de consumidores com idades entre 20 e 30 anos.

As crianças daquele tempo cresceram e nunca se esqueceram daqueles personagens tão simpáticos. Mais do que isso, eles passaram adiante o amor por esses jogos. Aliás, nem é preciso ser tão viciado em jogos para notar a presença dos videogames nas nossas vidas.

O cinema, por exemplo, teve uma postura diferente. Jogos eram lançados como uma estratégia de marketing de um lançamento de um filme, como foi o caso do ET e o seu insucesso no Atari. Com o passar dos anos, games viraram o jogo. Agora, são os jogos que inspiram Hollywood como foi o caso de Tomb Raider, Resident Evil, Street Fighter, Mortal Kombat ou ainda Prince of Persia. E isso sem falar em outros jogos que ganharam versões cinematográficas, caso de Silent Hill, o próprio Super Mário, entre outros.

As editoras também apostaram em personagens de videogames. E o sucesso também foi assombroso, como é o caso da série Assassin Creed. Em linhas gerais, a obra narra da batalha entre o clã de assassinos contra os templários, que querem dominar o mundo. Ao todo, mais de 2,7 milhões de livros ao redor do mundo – sendo 1,4 milhão apenas no Brasil, segundo reportagem veiculada no jornal o Estado de São Paulo. Aliás, o jogo deve virar filme em breve.

Galerias

Os games também se aventuraram no universo das artes, em especial a arte moderna e contemporânea. O Museu de Arte Moderna de Nova York, um dos maiores e mais completos de gênero no mundo, decidiu abrigar uma exposição permanente sobre a história dos videogames – e bem ao lado de Henri Matisse e Picasso, apenas para citar alguns exemplos.

 

Mist, 1993

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Em São Paulo, o Museu da Imagem e do Som (MIS) exibiu uma exposição similar chamada Game On, em 2011. A exposição foi outro ponto de partida de algo ainda maior em games em março de 2013, no edifício da Fiesp, na Avenida Paulista. A mostra cultural Play não apenas falou de games, mas exibiu uma imersão cultural sobre o tema e que incluiu a apresentação musical dos espanhóis da Dollsquimia, que mescla sons de jogos eletrônicos e games de oito bits. Veja abaixo o prédio da Fiesp devidamente decorado para a mostra.

mostra playsp

Mídias

Outra maneira de medir a presença dos jogos é a presença deles nas mídias. Você saberia dizer, por exemplo, qual a revista para celular ou tablet com a maior quantidade de assinantes? Sim, é uma revista de videogame e o seu nome é a norte-americana Game Informer.

Uma olhada no site exibe um site comum de notícias sobre o universo gamer. Mas não se engane. Existem mais de três milhões de assinantes ao redor do mundo, algo que nenhum jornal ou revista brasileiro sequer se aproxima.

Nas redes sociais, o game também tem o seu destaque. No You Tube vídeos sobre jogos lideram entre os mais populares, a maioria sobre um jogo chamado Minecraft.

Jogar game até virou sinônimo de cultura nerd ou geek. Um viva aos geeks e o seu modo lúdico de viver.

geração dos consoles 7






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