Na vitrine: valor da marca

EVENTO DA ABIESV DISCUTE VISUAL MERCHANDISING E TRAZ VAREJISTAS INTERNACIONAIS PARA CONHECER AS OPÇÕES NACIONAIS. O italiano Massimo Galvani, consultor de visual merchandising, trabalhou na nova apresentação das lojas Renner. Em sua opinião, o varejo nacional precisa deixar de focar na venda de produto como primeiro objetivo e apresentar o valor da marca. ?O cliente não quer mais comprar um produto, ele está em qualquer esquina. Temos de vender experiências de compra?, afirmou ele no evento promovido em São Paulo pela Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos e Serviços para o Varejo (Abiesv).para discutir tendências em Visual Merchandising (VM). A arte do improviso, característica comum ao Brasil e à Itália, segundo ele, deve dar espaço ao planejamento.

Outro italiano, Luca Pavani, diretor de criação da ALU, também foi fisgado por projetos nacionais. Ele está à frente da área de VM da flagship store da Riachuelo recém-inaugurada na Rua Oscar Freire. Pavani falou sobre como materiais rústicos, usados com criatividade, têm se difundido em projetos de VM pela Europa. Em sua avaliação, ?para ter sucesso na economia atual, é preciso ser criativo e a mudança deve ser uma regra?

Cor Monteban, gerente de desenvolvimento da holandesa Hans Boodt Mannequins, questionou, ironicamente, se a inovação no varejo está morta. Em contraste à própria colocação, trouxe exemplos de marcas que envolvem o cliente, como Diesel, o shopping Strattford Westfield (em Londres) e a Apple, que têm constantemente filas na porta.

Finalizadas as palestras, a Abiesv abriu espaço para o Projeto Comprador, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex?Brasil), que trouxe ao País potenciais compradores interessados em conhecer soluções nacionais em equipamentos e serviços para o varejo.

Os encontros de negócios contaram com a participação de 14 empresas brasileiras e quatro do México e da Colômbia. Participaram dessa rodada representantes das empresas mexicanas Liverpol, rede de 57 lojas, e Garcia, grupo de varejo com mais de 80 lojas. Da Colômbia, vieram o STF Group de moda feminina, e Ela, de moda jovem, com mais de 90 unidades. Segundo Gustavo Ballesteros, diretor de visual merchandising do STF, além das negociações com a indústria, a empresa tem intenções de, em breve, atuar no varejo brasileiro.

O objetivo do projeto é proporcionar a internacionalização das fornecedoras brasileiras. ?Prospectamos oportunidades para exportação de produtos, serviços e soluções?, afirma Julio Takano, diretor presidente da Abiesv. Na avaliação de Márcia Gomide, gestora de projetos da Apex?Brasil, essa é uma excelente maneira de as empresas estrangeiras entenderem um pouco melhor o que é o Brasil, uma vez que o projeto possibilita, por meio da imersão, entender nosso ambiente de negócios. O próximo passo, segundo Takano, é a Abiesv expor na Euroshop 2014, a maior feira de solução para o ponto de venda, que irá ocorrer em fevereiro na Alemanha.




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