As dez melhores ideias do Shop.org 2013

1 – E-COMMERCE NÃO É TER UMA LOJA VIRTUAL, MAS TER UMA EMPRESA DIGITAL Três momentos da rede de farmácias americana Walgreens: no passado, o atendente fi cava atrás do balcão (o que ainda acontece no Brasil); no presente, conta com tecnologia, muitas telas dentro da loja e diversos atendentes; e no futuro, terá design mais futurista e próximo do digital. Gregory D. Wasson, CEO da Walgreens, afi rmou durante o evento que a varejista tem iniciativas para transformar a empresa física em virtual. Ao mesmo tempo, investe no atendimento pessoal nos pontos de venda, contando com mais de 710 mil pessoas especializadas em saúde. A fi losofi a da empresa é de que um excelente atendimento em uma farmácia pode economizar bilhões de dólares em planos de saúde. As drogarias brasileiras devem fi car atentas, pois a empresa conta com mais de oito mil lojas nos Estados Unidos, atua em 25 países, é multicanal, oferecendo ao cliente a possibilidade de retirar o produto como um drive-thru em 900 lojas, e visa vir para cá em breve.

2 – ENCONTRE O SEU PÃO COM MANTEIGA

Varejista, em que situação rotineira do mundo físico ou digital você pode associar sua marca, para que faça parte dos hábitos das pessoas? Como na campanha da marca de chocolate Kit Kat, em que a empresa associa o momento de descanso com o de comer o chocolate. O mesmo para a manteiga… Alguém inventou que comer pão pede manteiga. A campanha da marca de queijo egípcio Panda Cheese é case de criatividade. Chamada ?Nunca, Nunca Recuse um Queijo Panda?, o comercial transformava um Urso Panda fofinho em um descontrolado e ninguém tinha coragem de recusar ? a campanha fez tanto sucesso que as vendas dobraram em pouco tempo após a exibição. Ao se comunicar com o consumidor, a marca tem de ser autêntica, pois as pessoas sabem quando a empresa está fi ngindo ser algo que não é.

3 – MOBILE

Essa é a verdadeira ponte entre o comércio eletrônico e as lojas físicas. Segundo pesquisas da comScore, 55% do tempo dos clientes em lojas virtuais se dá por meio de um dispositivo móvel ? onde são feitas 13% das vendas. Assim, design e navegabilidade se tornam mais importantes. Quem compra via mobile está sempre fazendo algo a mais ao mesmo tempo; por isso ícones grandes nas páginas irão facilitar a leitura ? precisa lembrar que nessas compras se utiliza apenas uma mão e um dedo? Porém, ainda que se faça tudo direitinho, a maioria dos pedidos ainda é fechada em computador.

4 – CONHEÇA OS CLIENTES

Nunca foi tão importante ter informação e usar a favor da relação com os clientes. A marca de roupas feminina Tory Burch tem uma lista de desejos na loja virtual e com ela consegue saber o que a consumidora pretende comprar. A empresa faz uma boa integração entre loja física e virtual ao promover conteúdo e ideias para engajar, fidelizar as consumidoras, tornando-as fãs. Usa a rede social de forma personalizada. A satisfação do cliente não é o sufi ciente, a lógica é que ele precisa se apaixonar pela marca, assim como o funcionário, por isso cada um passa por 160 horas de treinamento por ano. O cliente que conhece o funcionário pelo nome gasta mais.

5 – CRIATIVIDADE

A taxa de conversão do comércio eletrônico no Brasil é muito baixa, entre 1% e 2%. A Wanelo (Want, Need, Love) é uma espécie de comunidade on-line da Califórnia para a venda de produtos. Nela, tudo que está à venda possui comentário, incentivando a participação das pessoas. A loja virtual se torna uma comunidade ? conta com dez milhões de usuários e oito milhões de produtos. O foco é reorganizar o varejo em torno das pessoas ? a Urban Outfi tter, por exemplo, tem mais seguidores na Wanelo do que nas próprias páginas. Outro exemplo de criatividade no e-commerce foi a Trunk Club, uma loja virtual de roupas masculina que oferece um serviço diferenciado: uma espécie de estilista pessoal que ajuda a comprar roupa no site. 80 mil americanos compram nela todos os meses. Caso o consumidor não goste da escolha, pode devolver a peça e o personal stylist aprende mais o gosto do cliente.

6 – BATER METAS É POUCO

É preciso ajudar as pessoas que trabalham comvocê a se desenvolver porque novos cargos têm surgido da inovação do próprio mercado. Ao gerar iniciativas que formem pessoas, novas oportunidades acontecem. Quanto mais se avança na carreira, mais você dependerá de relacionamentos e da troca de conhecimento.

7 – GOVERNO NÃO GERA EMPREGO

Gera uma plataforma para o empresário gerar emprego. Chamou a atenção a palestra do prefeito de Chicago, Rahm Emanuel, que afi rmou que não vai abaixar imposto nem passar a mão na cabeça de ninguém, mas oferecer estrutura para o funcionamento da cidade, ?geração de emprego é responsabilidade do empresário?, disse.

8 – BRASIL TEM MOBILE COMMERCE

Durante sua palestra Rodrigo Nasser, CTO da Netshoes afirmou: ?Mobile já representa 5% dos R$ 500 milhões em vendas anuais atuais e a Netshoes espera que cresça para 10% no final do ano?. Ele, um dos poucos brasileiros a discursar no evento, disse que quanto mais legal o aplicativo, mais o usuário volta.

9 – TEM DE DOMINAR O BÁSICO, ANTES DE VIAJAR NA MAIONESE

Antes de criar coisas bacanas, crie uma sólida fundação. O e-mail marketing, por exemplo, chamou atenção, é o que traz mais retorno para uma loja virtual, traz mais fi delização, mas vejo muita gente usando da forma errada. Dados da Forrester Research: 44% de todos os e-mails abertos nos EUA são em smartphones e tablets, tanto que hoje por lá profi ssões ligadas a e-mail marketing estão em alta. Vale a pena fazer email responsivo? A Crocs fez um teste. Antes do e-mail responsivo tinha-se a mesma versão para computador e celular ? hoje, são formatos diferentes. Após comparar os resultados das duas versões, obteve o seguinte resultado no mobile: aumento de 7,66% no CTR (taxas de cliques), engajamento da leitura em 8,82%, mas as vendas foram consistentes em ambas as versões. Ou seja, não houve mais venda em um canal em detrimento do outro, porém, pode-se ter ganhos em termos de marca.

10 – VELOCIDADE, VELOCIDADE, VELOCIDADE

Agilidade do site é essencial ? qualquer atraso na abertura da página diminui as vendas.






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