Uma visita à loja B&H

A famosa loja nova-iorquina de eletrônicos, queridinha dos turistas brasileiros, possui uma equipe exclusiva dedicada a este público

Ela tem apenas uma loja e chega a atender mais de cinco mil clientes por dia. A B&H, famosa loja de eletrônicos em Nova York (não há um turista brasileiro na cidade que não tenha ouvido falar), existe há quarenta anos e começou vendendo filmes para máquina, fundada por Herman Schreiber e sua esposa, Blimie (o nome das lojas vem dessas iniciais).

Seu forte são as câmeras e até pouco tempo seu foco eram fotógrafos ou profissionais da imagem. Hoje, são os turistas. Tanto que a loja criou um departamento exclusivo para atendê-los, com vendedores que falam diferentes línguas. O brasileiro Felipe Meireles faz parte dessa equipe. Começou como vendedor há sete anos. ?Na loja temos diversos vendedores que falam português, temos uma versão especial do site para o Brasil e um serviço de chat também para tirar dúvidas dos brasileiros?, diz ele, que acrescenta: ?O turista que mais compra é o brasileiro?.

Meireles explica que, a cada dez vendedores (são 600), há um líder. Há plano de carreira e as contratações são feitas por indicação. Eles se especializam em áreas de atuação e se aprofundam nelas. E este é um diferencial marcante da loja. ?Damos apoio total ao cliente para que ele encontre o que realmente procura?, diz Meireles.

Nos anos 70, ficou famoso o caso do fotógrafo e presidente da National Association of Photoshop Professionals (NAPP), Scott Kelby. ?Minha relação com a B&H?, conta Kelby, ?iniciou-se quando, ao procurar lentes, o profissional que me atendeu disse que não eram as mais aconselhadas para aquele tipo de trabalho e recomendou outra. Detalhe: US$ 300 a menos que as que eu tinha pedido. Nunca mais deixei de ser cliente da B&H!?.

A loja possui dois andares num total de 6.500 m2 e chama atenção a curiosa esteira que integra o estoque no porão com as ilhas no piso superior, enviando os produtos diretamente para o caixa, reduzindo perdas e roubos. ?O consumidor vai escolhendo os produtos que quer em cada sessão e leva consigo apenas uma ficha para cada pedido. O vendedor manda o pedido para o estoque, que por sua vez o envia diretamente para o caixa, dentro de caixas verdes, por uma esteira que passa por todo o teto da loja?, explica Meireles.

A loja também conta com estúdio de TV e de som para o teste de equipamento e locação. As áreas quentes são medidas e custam mais para a indústria expor seus lançamentos.

Fechado aos sábados

Quem programar de fazer suas compras na loja no sábado dará com a cara na porta. Isso porque, seu fundador Schreiber, assim como muitos funcionários são judeus, cuja observância os leva a fechar a loja no Shabat e feriados judaicos, exceto para Hanukkah (a lei judaica não proíbe o trabalho durante esse feriado). As vendas no site continuam abertas, mas os pedidos não são processados entre sexta-feira e sábado à noite. Uma curiosidade: BH (Baruch Hashem) significa abençoado por Deus, em hebraico.

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