Shopping center – Um bom lugar para se abrigar

Os negócios em qualquer setor experimentam crises e calmarias. Mas quando se pensa em shopping center há peculiaridades que, pelo olhar de quem está de fora, levam a crer que os empreendedores são ousados demais por arriscarem investir na hora aparentemente errada e em praças nas quais a concorrência promete ser acirrada.

E por que então, anos depois, muitos desses empreendimentos se consolidam com sucesso? Será que esses empreendedores possuem uma bola de cristal para prever uma melhoria nos tempos mais difíceis? Seria bom se isso fosse possível. Na realidade, é preciso conhecer esse mercado de perto e suas inúmeras particularidades. A decisão de se construir um novo shopping exige alto investimento, análises e mais análises de mercado, região, potenciais consumidores. É uma decisão sobre bases sólidas e não uma aventura.

Se hoje as perspectivas não são as melhores, como seriam na década de 60 quando foram abertas as portas do Shopping Iguatemi? O que pensaram naquela época? Muitos podem ter se equivocado. Afinal, o negócio deu certo e continua a ser um dos mais importantes shoppings da capital paulistana.

Se olharmos mais próximos de nós, nos anos 90, como avaliaríamos o Brasil da hiperinfl ação, do Plano Collor, do dinheiro confi scado? Quantas inaugurações não aconteceram naquele momento e sobreviveram? Exemplos não faltam. Na lista paulistana, o Shopping Aricanduva e o Shopping Penha, ambos na Zona Leste, o Jardim Sul, na Região Sul, e o Esplanada, em Sorocaba, interior do Estado. Claro que os ajustes aconteceram.

Nós começamos as obras do Shopping Penha em 1990 com o caixa praticamente zero. Mas será que conseguimos traçar um paralelo entre os shoppings ?filhos do Collor? e os tempos atuais? A verdade é que os shoppings têm vida própria, se rejuvenescem sempre com ampliações, adequação de mix e uma boa administração. E os varejistas também acompanham esse processo. Muitas marcas mudaram ou deixaram de existir no mercado e tantas outras surgiram para atender ao perfil de cada um desses negócios e à demanda do público consumidor.

É inegável que um shopping center é um ímã para expansão ao seu redor, atraindo novos negócios na área imobiliária e até mesmo comercial. É capaz de mudar a fotografi a de localidades antes aparentemente esquecidas ou isoladas. Para atender a sua demanda, há uma mobilização para novos acessos, a melhoria dos já existentes, enfi m, uma infraestrutura de valorização no seu entorno.

É um negócio de longo prazo. Foge de investimentos imediatistas. Nem diante de perspectivas não tão animadoras, abandonar os projetos em andamento, em momentos de incertezas econômicas, não é a melhor estratégia. Além disso, ainda há espaço para a construção de novos shopping centers, especialmente fora dos grandes centros urbanos. E, segundo a avaliação de alguns analistas em finanças, em recente matéria publicada na grande imprensa, ?mesmo se o cenário macroeconômico ficar pior do que esperamos, os shoppings oferecem um bom lugar para se abrigar?.






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