Como deve ser a administração fiscal e contábil de uma franquia

Empreendedor deve conhecer aspectos contábeis e fiscais para não ter surpresas no futuro

Tempo de leitura: 2 minutos

2 de maio de 2014

 

O empreendedor sonha em abrir uma franquia. Porém, após a inauguração, o sonho pode se tornar um pesadelo se ele não enxergar as áreas contábil e fiscal com a importância que merecem. Afinal, se as regras não forem cumpridas e os diversos impostos pagos, o resultado é uma enorme dor de cabeça lá na frente.

O empreendedor, tanto o franqueador, quanto o franqueado, devem saber que a contabilidade é importante para gerir seus negócios de forma eficaz e obter a rentabilidade esperada. É importante possuir um parceiro contábil com conhecimento para que todas as normas fiscais e contábeis sejam cumpridas, com o objetivo de minimizar riscos de atuações fiscais e consequentemente ter que responder um auto de infração.

Por isso, uma dica importante é a terceirização da administração contábil por um parceiro de confiança e com experiência no assunto. Para cumprir a legislação fiscal e contábil de acordo com as normas em vigor, os empresários devem seguir um sistema de contabilidade e levantar periodicamente Balanço Patrimonial. Dessa forma, o parceiro fornecerá as informações necessárias para o fisco e também para a tomada de decisões e somente a contabilidade oferece dados formais e científicos que permitem atender a essa necessidade.

Diferenciais das franquias

As franquias (somente os franqueados tem aspectos diferentes, por serem comércio varejista) possuem aspectos diferenciados das outras empresas, pois geralmente têm responsabilidades previstas em contrato e devem cumprir toda a legislação societária, fiscal, contábil e de folha de pagamento, pois ?carregam? a marca que geralmente é conceituada em âmbito nacional e internacional.

Quanto aos impostos, tudo depende do enquadramento tributário. O comércio varejista, por exemplo, pode se enquadrar no Simples Nacional com uma alíquota de imposto que começa nos 4%. Essa é a grande diferença, pois geralmente a carga tributária das demais empresas é de 10 a 16%. Cada caso deve ser analisado individualmente, pois  existem benefícios para empresas enquadradas como microempresas e empresas de pequeno porte, tais como: preferência em licitações, acesso ao juizado especial, dispensas de algumas formalidades na área trabalhistas, fiscalização de forma orientadora, benefícios bancários para aquisição de capital de giro, entre outros.

*Telmon Oliveira é coordenador de departamento de legalizações e comercial da Prolink Contábil




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