Microsoft e o fim da notável era Bill Gates

Microsoft nomeia Satya Nadella, engenheiro com vasta experiência em nuvem, como novo CEO da companhia. Não há como negar que o pilar dos negócios em computação daqui pra frente será o cloud computing

Por: - 5 anos atrás

Sem dúvida o cofundador da Microsoft, Bill Gates, é o tipo de pessoa que pensa à frente de seu tempo. Explorar através da criação de um software uma nova maneira de se usar o computador foi um dos seus grandes méritos. Ao lado de Paul Allen, Gates também foi um dos entusiastas do trabalho em equipe para o desenvolvimento de novos caminhos na computação.

Não à toa que Satya Nadella foi nomeado esta semana o novo CEO da Microsoft. Nadella era diretor da área de cloud computing da Microsoft, empresa que o acolhe a mais de 20 anos. Este posicionamento de Gates vai além da clara importância da computação em nuvem, da mobilidade e dos serviços online para os negócios da companhia e indica uma valorização e uma aposta no talento do seu pessoal.

O próprio Bill Gates alegou em comunicado à impressa mundial que “a experiência técnica do engenheiro Nadella e sua visão sobre como deve se usar e desfrutar a tecnologia em todo o mundo é exatamente o que a Microsoft necessita neste momento”. Nadella nasceu em 1967 em Hyderabad, na Índia, onde a Microsoft tem seu maior centro de pesquisa fora dos Estados Unidos.

Nadella sempre esteve à frente de cargos técnicos estratégicos na companhia. Porém, o trampolim para o cargo de CEO foi a criação da infraestrura que permite aos produtos da Microsoft – o buscador Bing, o console Xbox e os programas Office – operar na rede. Uma competência que elevou a Microsoft a tornar-se uma das companhias líder em negócios em nuvem ao lado da Amazom e IBM.

Steve Balmer, ex-CEO, seguirá ocupando uma das dez cadeiras que integram o conselho diretor da Microsoft. No entanto, analistas acreditam que Balmer ceda futuramente e deixe o conselho, abrindo uma margem de atuação maior para Nadella. Gates por ora se dedicará a projetos filantrópicos, como anunciou à imprensa.

Sem dúvida o maior desafio para Nadella será recuperar aqueles consumidores que abandonaram os PCs e passaram a ter nos smartphones e tablest produtos mais atrativos. O sistema operativo Windows 8 trata de operar em estes dois mundos: estático e móvel. Fazendo a ponte para a escala de negócios da Microsoft claramente está a nuvem. O pacote Oficce e o console Xbox estão tendo um bom rendimento de negócios nos últimos anos graças a esta diferenciação.

A nomeação de Nadella pode ser interpretada de duas formas: uma aposta segura ao eleger um profissional interno atrelado aos interesses e a cultura da empresa; e um sentido estratégico, ao mostrar que o legado criado por Gates busca agora potencializar seus negócios na nuvem.

Não há como negar: o pilar dos negócios em computação daqui pra frente será o cloud computing.