Atacarejo é mercado promissor no Brasil

Executivo de banco suíço traçou cenário do setor varejista no Seminário de Investimentos NOVAREJO e enfatizou desempenho sobre um dos modelos do que mais crescem no País O atacarejo, ainda limitado a grandes marcas, deve ser a aposta do varejo alimentício, segundo Felipe Campos, executivo de um banco suíço, que traçou o cenário do varejo brasileiro e abriu o circuito de palestras do Seminário de Investimentos NOVAREJO, que acontece hoje, na Amcham, em São Paulo. “O atacarejo é um dos modelos mais promissores do varejo. É um modelo específico, focado em preço e em baixo custo ? atraente para o mercado brasileiro”, avalia o executivo.

 

Formado pelas mistura de varejo e atacado, o atacarejo se caracteriza por grandes lojas e produtos vendidos em grandes quantidades e tem atraído não apenas empresários, mas principalmente pessoas físicas, que já representam cerca de 50% dos clientes desse modelo, segundo Campos ? diferente do modelo norte-americano, focado ainda em pequenos e médios empresários.

Um dos fatores de sucesso deste modelo no País é o baixo custo e altos volumes de vendas, alçados pelos preços baixos. Outra vantagem é com relação ao centro de distribuição, que acaba sendo o próprio ponto de venda. “Por outro lado, existem menos serviços dentro do ponto de venda para o consumidor e menos conveniência, pois ficam em locais mais distantes”, avalia.

Apesar dos altos volumes de vendas, no atacarejo há baixo capital de giro, quando comparada a um supermercado ou hipermercado, e, como em todo varejo, margens apertadas. Apesar disso, há espaço para expansão deste modelo, principalmente no interior, afirma Campos.

Crescente mercado consumidor
Outro ponto mencionado pelo executivo, é o potencial de crescimento do mercado consumidor brasileiro. Segundo as expectativas de mercado, o Brasil ser o quinto mercado consumidor do mundo em 2030, atrás apenas de Estados Unidos, Índia, China e Japão. Hoje, o País está na oitava colocação. “O consumo familiar foi o principal driver do crescimento brasileira, que elevou o consumo no varejo”, diz.

O aumento real do salário mínimo aumentou a participação da classe média brasileira, que hoje representa 54% da população, ajudou a elevar o apetite dos consumidores, que agora queriam realizar os sonhos de consumo. Ponto para o varejo. “Setores como vestuário, farmácia, higiene e cuidados pessoais foram o destaque e tiveram aumento significativo”, comenta.

É este cenário, apesar das incertezas da economia, que o varejo se destaca como um alvo para investidores. E de olho nestes investidores, há mudança no comportamento do setor. “Eles querem se profissionalizar mais e sabem que isso é um dos atrativos para a entrada de fundos private equity”, diz Campos.

Segundo o executivo, investir no varejo faz bem para o Brasil exatamente pela maior profissionalização e crescimento do setor; para os consumidores, por abrir maiores oportunidades de consumo; e para os acionistas por terem em suas carteiras, empresas mais estruturadas e sólidas.




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