Como conseguir um investidor

Varejistas e bancos debatem o que é preciso para ter a atenção dos fundos de investimentos no Seminário de Investimentos NOVAREJO O que fazer para atrair um investidor? O que mudar no negócio para conseguir um aporte? Estas perguntas foram respondidas em debate realizado no Seminário de Investimentos NOVAREJO, que acontece hoje, em São Paulo. No encontro, varejistas e bancos de investimento analisaram a atratividade do setor para fundos de investimento. “Vivemos um momento de certa desconfiança com relação ao Brasil e é preciso pensar nisso no momento em que se conversa com o investidor”, afirma Henrique Lima, superintendente do Banco BBI do Banco Bradesco.

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6 de maio de 2014

 

Segundo o especialista, o ambiente de negócios conta na avaliação dos investidores. “Este é o desafio. É preciso entender qual é a posição do fundo, porque do ponto de vista regional, o fundo precisa entender porque ele vai investir no varejo brasileiro e não em outro mercado”, diz. Quando varejista e fundo estão reunidos na mesma mesa, é preciso que o varejista venda a empresa, ainda que o ambiente no qual ela está inserida não seja favorável. “Mesmo em situações difíceis, histórias bem contadas e os fundamentos do empreendedor atraem o investidor. Tem de ser transparente”, reforça.

Foi desta forma que o site de e-commerce OQVestir conseguiu aporte de investidor anjo, quando ainda estava iniciando, e, depois, conseguiu outros três, com grandes fundos de investimento. “Quando o fundo chega e vê que está organizado, baixa o nível de estresse e se constrói uma relação de confiança. Construímos esta relação de confiança, porque a empresa era pequena, mas organizada”, conta durante o debate Mariana Mendes Medeiros, sócia do e-commerce.

A organização é, para ela, mais um componente de atração do investidor. E organização é, segundo Rogério Ferreira, superintendente do Banco Fator, estrutural e operacional. “É o nível de governança desta empresa, e como ela esta organizada: demonstrativos financeiros, diretoria executiva, quais práticas ela adota, se ela é auditada e, principalmente, quais são as expectativas de crescimento”, avalia.

A Roldão Atacadista, embora não tenha recebido aporte, está preparando a casa. Implantou governança corporativa há 9 meses, segundo Ricardo Roldão, presidente da atacadista. “O primeiro passo é preparar a empresa e toda empresa familiar pode e deve ser profissional e é pra isso que a gente vem trabalhando neste momento”, diz. Com abertura de três a quatro lojas por ano, a atacadista vem apresentando crescimento de 20% a 25% por ano. O executivo aposta no crescimento do País para continuar crescendo.

Implantar a governança corporativa em empresas familiares é, avalia Ferreira, do Banco Fator, um processo diferente. E a decisão por receber ou não um sócio é questão que precisa ser avaliada com cuidado. “É uma decisão que depende do timing do empresário e leva a uma série de medidas. E depende do momento pelo qual passa a família”, afirma.

Romeu Zema, diretor-presidente do Grupo Zema, varejista familiar, embora estruturado, foca no crescimento financiado pela própria empresa. Segundo ele, 100% do que a empresa fatura é reinvestida na varejista. Além do investimento feito pela própria empresa, ela também deve entrar aquisições. “E a partir daí veremos outras alternativas”, afirma. E fundo pode ser uma delas. “Não é nenhum tabu e estamos com a empresa preparada e organizada para isso”.




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