Varejo retoma crescimento e sobe 4,8% em abril

Índice Cielo demonstra alta no comércio. Já o IBGE divulgou que atividade do setor caiu 0,5% em março. CNDL explica que resultado negativo foi porque Carnaval caiu em março

Tempo de leitura: 2 minutos

15 de maio de 2014

Com os dois índices de atividade comercial divulgados ontem, da Cielo e do IBGE, a Internet foi inundada de dados sobre o setor. Índice Cielo indicou que o varejo voltou a crescer e subiu 4,8% em abril em relação a abril de 2013. Já o IBGE apontou números negativos para o comércio: baixa de 0,5% nas vendas do varejo em março na comparação com fevereiro.

A Confederação Nacional dos Lojistas (CNDL) explica que o resultado é facilmente explicado pelo fato calendário, já que no ano passado o Carnaval caiu em fevereiro e, neste ano, em março. Carnaval é sinônimo de desaquecimento nas vendas nas lojas porque paralisa o comércio e só movimenta segmentos específicos.

No sábado de Dia das mães, as vendas subiram 29% e o valor médio gasto em cada compra foi R$ 78. Já para o segundo semestre, a pesquisa do IBGE apresentou números positivos: alta de 4,5%, mesmo com a inflação. Os juros altos dificultam que o brasileiro honre suas prestações e pode ser um problema no segundo semestre.

Segundo o presidente da CNDL, Roque Pelizzaro, a tendência agora é de desaceleração. ?O segundo semestre vai registrar significativos reajustes no preço da gasolina e da tarifa elétrica, prejudicando as vendas”, disse.

O índice Cielo para o varejo ampliado, chamado de ICVA, refere-se ao aumento da receita de vendas, que foi impulsionado pelo setor de super e hipermercados. Estatística tem descontada a inflação.

Aumento em abril foi de 4,8% em relação a abril de 2013 e de 2,2% se comparado com março desse ano. Na receita de vendas nominal, crescimento foi de 11,9% em relação a abril de 2013, contra 9% em março.

Os números do IBGE relativos ao volume de vendas foram positivos em doze estados na comparação de março desse ano com março de 2013. Os destaques positivos foram: Amapá (9,6%); Acre (6,6%); Maranhão (6,0%); Ceará (5,0%); e Bahia (4,2%).

Quanto à participação na composição da taxa negativa do comércio varejista, sobressaíram, pela ordem: Rio de Janeiro (-5,7%); São Paulo (-0,6%); Rio Grande do Sul (-2,9%) e Santa Catarina (-3,6%).

Gráficos do IBGE:

Período

Varejo

Varejo Ampliado

Volume de vendas

Receita nominal

Volume de vendas

Receita nominal

Março / Fevereiro

-0,5

0,5

-1,2

-0,1

Média móvel trimestral

0,0

0,6

-0,3

0,2

Março 2014 / Março 2013

-1,1

4,7

-5,7

-0,4

Acumulado 2014

4,5

10,3

2,1

7,2

Acumulado 12 meses

4,5

11,6

3,2

8,7

TABELA 1
BRASIL – INDICADORES DO VOLUME DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA
AMPLIADO SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES: PMC – 
Março 2014

ATIVIDADES

MÊS/MÊS ANTERIOR (*)

MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIOR

ACUMULADO

Taxa de Variação

Taxa de Variação

Taxa de Variação

JAN

FEV

MAR

JAN

FEV

MAR

NO ANO

12 MESES

COMÉRCIO VAREJISTA (**)

0,4

0,0

-0,5

6,4

8,7

-1,1

4,5

4,5

1 – Combustíveis e lubrificantes

1,3

1,3

-1,5

6,9

13,9

4,0

8,1

7,3

2 – Hiper, supermercados, prods. alimentícios, bebidas e fumo

0,6

-0,1

-1,0

5,6

5,5

-2,8

2,6

2,1

2.1 – Super e hipermercados

0,4

0,0

-0,8

5,6

5,3

-3,0

2,4

2,0

3 – Tecidos, vest. e calçados

-1,1

-0,7

-0,8

3,0

7,2

-7,3

0,5

2,7

4 – Móveis e eletrodomésticos

1,4

0,3

1,5

5,7

10,6

3,8

6,5

6,1

4.1 – Móveis

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